Todos temos uma idéia de quanto pode custar a construção e manutenção de um marca nesses tempos pós-modernos. Os gastos envolvidos na gestão de uma marca institucional de primeira linha (um banco, por exemplo), podem facilmente alcançar algumas centenas de milhões de reais por ano. E este investimento caríssimo, resultado de anos de esforço contínuo, pode ir por água abaixo num piscar de olhos, em decorrência de um acidente ou escândalo qualquer, coisa que nenhuma empresa ou pessoa cujo nome seja uma marca está livre de enfrentar.
O que fará toda diferença num episódio de ameaça à imagem é a forma como o acidente ou escândalo for gerenciado pelas partes prejudicadas. Alguns exemplos recentes de boa gestão de reputação foram os episódios envolvendo o jogado Ronaldo, no caso dos travestis, e do apresentador americano David Letterman, que estava sendo chantageado por uma ex-amante. A regra geral aplicável nesses casos é apresentar-se à execração pública imediatamente, engolir em seco e assumir a culpa. Um pedido de desculpas às pessoas ofendidas chega a ser um clichê, mas é absolutamente indispensável. Tudo isso feito da forma mais humilde – demonstração de arrogância numa hora dessas é pecado capital. Depois, um chá de sumiço não faz mal a ninguém. Daí a pouco tempo, aparece outro escândalo e o episódio perde o interesse…



