
Muito se fala sobre as alternativas para melhorar as congestionadas ruas das cidades ao redor do mundo. Alguns acham que o problema está no transporte público e no investimento em trens e metrôs; outros falam da implementação de pedágio urbano; enquanto outros ainda sugerem aumentar o rodízio nas grandes cidades.Talvez a solução seja um misto dessas alternativas, mas acredito mesmo é que o paradigma atual dos nossos carros esteja ultrapassado.
Entre as principais macro tendências que regem a contemporaneidade está a desmaterialização, isto é, produtos cada vez menores, mais econômicos, com mais funções e muito mais potentes. Isto aconteceu com os telefones, com os computadores e até com infra estrutura. Países como África, sem recursos para criar uma infra–estrutura de rede elaborada, vão passar direto para telefonia sem fio que vem sendo implantada pelas próprias operadoras de celular.

O fenômeno da desmaterialização está entre as estratégias para o desenvolvimento sustentável. É caracterizado pela redução em massa dos materiais utilizados nos produtos industrializados e leva em conta o aumento da eficiência e das funções dos aparelhos. Imagens via Esplay e Fashion Bubbles
Entretanto, em relação aos carros, o fenômeno da desmaterialização não foi tão evidente, muito pelo contrário, fico às vezes horas parada no trânsito de São Paulo. Olho uma infinidade de veículos grandes, um após o outro e a maioria com apenas uma única pessoa, todos parados, com seus super motores em um trânsito que simplesmente não anda.
Será que já não é hora das montadoras adquirirem novo paradigma e começarem a investir em um modelo mais sustentável de veículo? Uma porcentagem grande de combustível atualmente é consumida por carros parados nas ruas das grandes cidades. Modelos cada vez maiores são sinônimos de status, mas dificultam o estacionamento e entulham ainda mais as cidades com um grande desperdício de energia.




