Os rios voadores são tão importantes que podem ditar até a economia do país, afetando desde a produção de energia elétrica até a agricultura.
Em suma, esse é um dos fenômenos naturais mais intrigantes e fantásticos do nosso planeta.
Mas, com cerca de 200 milhões de litros de água passando a cada segundo por cima da cabeça dos brasileiros, como eles podem alterar tanto nossa vida?
Continue a leitura e descubra mais detalhes sobre a importância ambiental dos rios voadores.
O que são rios voadores?

Rios voadores é o nome que se dá às correntes de vapor que se formam na atmosfera.
Essas massas de vapor são formadas sobre o Oceano Atlântico e chegam ao continente pela ação de bombeamento da Floresta Amazônica.
Sim, a floresta atua como uma bomba d’água, captando todo o volume de água gerado pela evaporação do mar.
Volume de água dos rios voadores
Em suma, o volume de água dos rios voadores é tão impressionante que pode ser comparado ao Rio Amazonas em seu período de cheia.
São nada mais nada menos do que 200 milhões de litros de água por segundo sobrevoando o território brasileiro, além de alguns países como Bolívia e Paraguai.
Mesmo que não possamos ver, os rios voadores podem chegar até três quilômetros de altura e milhares de quilômetros de extensão.
Além disso, é graças a esse montante de água correndo livremente pelos céus que os ciclos de chuva são regulados no Brasil.
Sem eles, regiões como o Centro Oeste e Sudeste seriam praticamente desérticas.
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Como se formam os rios voadores?
Os rios voadores se formam a partir da evaporação da água do Oceano Atlântico.
Só para ilustrar, a massa de ar formada sobre o oceano passa a se deslocar para a região do continente em que a Floresta Amazônica está presente.
Ao encontrar a floresta, os rios voadores praticamente dobram de tamanho, graças à transpiração das mais de seis bilhões de árvores que acumulam vapor de água na atmosfera.
Por exemplo, uma única árvore de grande porte pode produzir o equivalente a 1.000 litros de vapor por dia.
Como resultado, toda essa umidade concentrada na atmosfera cai sobre a floresta em forma de chuva. Pelo processo de evapotranspiração, retorna aos céus em um ciclo constante e infinito.
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Fase 2 – Cordilheira dos Andes
Esse processo de evapotranspiração ocorre até o rio voador encontrar a Cordilheira dos Andes, um aglomerado gigantesco de montanhas que chega a quase quatro quilômetros de altura.
Essa barreira, que funciona como um paredão natural, faz com que uma parte do rio se acumule em forma de neve no topo das montanhas.










