Imagine enfrentar um mistério médico que afeta sua aparência, bem-estar e autoestima, mas parece invisível aos olhos de muitos profissionais de saúde. Essa é a realidade de milhares de mulheres que vivem com lipedema, uma condição complexa e muitas vezes mal compreendida.
O diagnóstico e tratamento do lipedema podem ser um verdadeiro labirinto para as afetadas, cheio de desafios e frustrações. Conversamos com a Dra. Fernanda Junqueira, especialista no assunto, e vamos explorar as razões pelas quais o diagnóstico do lipedema é tão difícil. Vem conferir a opinião de outros profissionais também!
O que é lipedema?
O lipedema é uma condição crônica e progressiva que afeta principalmente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo anormal e desproporcional de gordura em certas áreas do corpo, como pernas, quadris, nádegas e, às vezes, braços.

A Dra. Elaine Dias JK, médica metabologista e PHD em endocrinologia pela USP, explica que o Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de tecido adiposo, especialmente nas pernas e braços. “Não é causado por excesso de calorias ou inatividade”, ressalta a especialista.
“O lipedema não é causado por excesso de peso ou obesidade, mas pode piorar com o ganho de peso”, explica a Dra. Fernanda Junqueira.
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Qual a diferença entre lipedema e obesidade?
A especialista Dra. Elaine Dias JK ressalta a importância de distinguir o lipedema da obesidade para o tratamento adequado e, consequentemente, eficaz.
“Enquanto a obesidade envolve um excesso geral de gordura devido ao desequilíbrio calórico, o lipedema é caracterizado pela distribuição anormal de gordura, independentemente da ingestão calórica”, explica a médica.
Embora não haja cura conhecida para o lipedema, o tratamento com abordagens multidisciplinares pode ajudar a gerenciar os sintomas.

“É fundamental ter acompanhamento com um endocrinologista para tratar o sobrepeso ou obesidade, que pioram os sintomas, além de terapia de compressão; drenagem linfática manual; radiofrequência; ondas de choque; alimentação anti-inflamatória e antioxidante. Em casos selecionados, a lipoaspiração também pode ser considerada”, orienta a Dra. Elaine.











