A cantora Ludmilla e a esposa Brunna Gonçalves irão aumentar a família em breve. O casal iniciará o tratamento de fertilização in vitro em uma clínica de reprodução humana em Miami, nos Estados Unidos. Juntas há 6 anos, nunca esconderam a vontade de ser tornarem mães, porém, as agendas de compromissos limitavam a ideia.
A forma de casais homoafetivos terem um bebê que tenha as características dos dois pais ou das duas mães ainda gera muitas dúvidas. Assim, o Dr. Nilo Frantz, especialista em reprodução humana, e a Dra. Alyssa Françozo, médica ginecologista e obstetra, contam tudo sobre a FIV para o Fashion Bubbles e você. Veja +!
O que é fertilização in vitro?
A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida que basicamente consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório, e depois na transferência do embrião para o útero da mulher.

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Para quem é indicado fertilização in vitro?
Essa técnica pode ser usada por casais com dificuldade para engravidar naturalmente, por diversos motivos, como problemas nas trompas, no esperma, na ovulação ou na endometriose.
A FIV também pode ser uma opção para casais homoafetivos, como no caso da Ludmilla e da Brunna, ou pessoas que desejam ter filhos de maneira independente, usando doadores de gametas (espermatozódes e óvulos) ou barriga de aluguel.
Como funciona o processo de fertilização in vitro?
As etapas do procedimento ocorrem como em outras situações de fertilização in vitro: a mulher passa por uma estimulação ovariana, que ajuda com que ela possa liberar o maior número de óvulos, em seguida os óvulos são coletados para serem fecundados com os espermatozoides em laboratórios.
“Para os casais formados por duas mulheres, como no caso da Ludmilla e da Brunna, o material genético masculino vem da doação de sêmen. No entanto, é preciso escolher qual das duas futuras mães vai doar os óvulos e carregar o embrião”, explica Dr. Nilo Frantz, especialista em reprodução humana da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, em São Paulo.

O especialista conta que também pode ser feita a gestação compartilhada, caso as mulheres não tenham problemas de infertilidade. Neste caso, uma das mulheres doaria os óvulos e a outra gestaria.
“Como a idade é um dos principais fatores que interferem na qualidade dos óvulos, é aconselhável que se opte pelo material genético da parceira mais jovem”, ressalta Frantz.



