Quem é que nunca assistiu aos filmes “Duro de Matar”, “O Sexto Sentido” e “Corpo Fechado”? Quando se trata de ação no cinema, impossível não lembrar de Bruce Willis. Porém, essa semana o mundo ficou em choque com a revelação do ator: ele irá pausar a carreira devido a um quadro chamado afasia.
Próximo dos 70 anos, o astro ainda fazia papéis marcantes não só nas telonas, como também em peças de teatro. Só que quem acompanha de perto sua carreira percebeu que, nos últimos anos, suas participações eram cada vez menores.
Após um comunicado oficial, o motivo foi revelado: uma doença cerebral que causa distúrbio de linguagem. Como resultado, estava mais difícil para Bruce conseguir decorar e recitar suas falas.
Mas, afinal, o que causa a afasia? Quais são os sintomas? Existe tratamento? Essas questões assombram não apenas o ator, mas muitas pessoas que começam a notar os primeiros sintomas. Continue lendo e saiba os detalhes sobre a condição!
O que é afasia?

Basicamente, afasia é uma sequela de algum tipo de dano no cérebro, decorrente de traumas físicos ou de doenças degenerativas. Trata-se de um distúrbio na linguagem no qual o indivíduo acometido tem dificuldade de comunicação.
“A afasia gera limitações na habilidade do indivíduo comunicar-se efetivamente, seja para se expressar, ou para compreender o que lhe é dito, ou aquilo que lê, em diferentes graus”, explica um artigo publicado na revista Scielo.
Como resultado, a afasia se classifica em três tipos: Wernicke, Broca e global.
1. Afasia Wernicke
Este é o tipo mais comum de afasia. A do tipo Wernicke corresponde a uma alteração no lobo temporal do cérebro. A área afetada é responsável pela compreensão da fala.
Por isso, a pessoa não consegue mais realizar um discurso coerente, o que torna uma conversa sem sentido. Além disso, qualquer ruído no ambiente é suficiente para que o indivíduo não entenda a fala do outro.
Essa forma de afasia também se caracteriza pela dificuldade na escrita. Aliás, isso inclui também os números. Como resultado, fica cada vez mais difícil ler livros, jornais, revistas e realizar tarefas do dia a dia que incluem cálculo, como contar dinheiro, por exemplo.
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