O brasileiro mudou o jeito de consumir entretenimento, e a mudança tem nome: lives. Transmissões ao vivo em plataformas como YouTube, Twitch, TikTok e Kick deixaram de ser nicho e se tornaram um dos formatos mais assistidos da internet, com bilhões de horas consumidas globalmente todos os anos.
Não é só uma questão de audiência migrando de uma tela para outra. O hábito de assistir algo acontecendo agora — sem edição, sem intervalo comercial, sem roteiro fechado — mudou a forma como o público se relaciona com o conteúdo, criando uma expectativa de imediatismo que hoje aparece em formatos que vão muito além dos games e da cobertura esportiva. Continue lendo para entender os números por trás dessa virada de hábito.
O tamanho da virada para o “ao vivo”
Levantamentos do setor mostram que o público assistiu a mais de 36 bilhões de horas de conteúdo ao vivo somando as principais plataformas ocidentais em 2025, um volume perto do pico registrado durante a pandemia. Ainda segundo esses dados, a sessão média de uma transmissão ao vivo dura entre 25 e 26 minutos, bem mais do que o tempo médio dedicado a um vídeo gravado.
Essa preferência também aparece na disputa entre as plataformas. Enquanto o YouTube Live consolidou a liderança em horas assistidas fora da China, a Twitch segue como a maior referência quando o assunto é a cultura de comunidade em torno das lives, muito por conta da categoria “Just Chatting”, hoje a mais assistida da plataforma, à frente até de jogos individuais.


