2022 será decisivo para o futuro do país, afinal, é ano eleitoral. Na hora de escolher um candidato, é importante saber informações não apenas sobre o histórico de vida dele, mas também do seu partido. Porém, em um contexto de mulheres que lutam para ter seus direitos e serem representadas no governo, fica o questionamento: qual a participação feminina na política?
Dessa vez, a corrida presidencial tem recorde de candidatas: serão quatro. Mas, para que esse número seja reflexo de uma sociedade igualitária, é necessário que a quantidade de mulheres em cargos de liderança cresça.
Sendo assim, reunimos informações de diversos especialistas na área para falar sobre a participação feminina na política. Na hora de escolher o futuro presidente do país, é válido também procurar no plano de governo dos candidatos qual será a atuação das mulheres em seu mandato.
Como e a participação feminina na política atualmente?
Historicamente, a política é um setor majoritariamente masculino, porém, recentemente, a representatividade feminina na área tem apresentado crescimento. Um exemplo é observar câmaras municipais e prefeituras com cada vez mais mulheres.
Pesquisadores apontam que reflexo disso é o aumento desse gênero em cargos de liderança no país. Um relatório divulgado pela Woman in Business 2022 entrevistou cerca de 5.000 lideranças empresariais globais, sendo 250 no Brasil. Ao final, chegaram à estimativa de que 38% dos cargos de liderança nas empresas brasileiras são ocupados por mulheres.

Além disso, esse número foi superior quando comparado a 2019, quando apenas 25% das mulheres ocupavam esses cargos.
Entretanto, percebe-se que, apesar do crescimento, o Brasil ainda está longe de atingir a metade ou a maioria desses cargos. Mas como as empresas privadas e a própria política estão aderindo às práticas de igualdade de gênero?
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Ações que ampliam a participação feminina na política
Em 2022, mais de 52% dos eleitores aptos a votar são mulheres. Com o objetivo de ampliar a participação feminina para além do eleitorado, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) promove o curso Mais Mulheres na Política.
Além disso, existem ações ações como a Lei nº 14.192/21, voltada ao enfrentamento à violência política e o Ligue 180, um canal de denúncias. Todas elas são abordadas especialmente na campanha Agosto Lilás, que conscientiza sobre o fim da violência contra mulher.

Quando o assunto é a eleição, a titular do MMFDH e ministra Cristiane Britto, ressalta a importância da Lei nº 14.192/21 que garante a segurança da mulher na política.
“Nesse momento das eleições, em especial, é crucial difundir, propagar e fiscalizar ainda mais o cumprimento dessa Lei. Todos precisam estar comprometidos com essa causa”, explica a gestora.
De acordo com a ministra, o impedimento de acesso a mulheres nessas áreas que antes eram restritas também deve ser pautado.








