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    Pensando o futuro—

    Prototipagem 3D na moda – Roupas digitais, tecnologia em prol da sustentabilidade

    Prototipagem 3D na moda – Roupas digitais, tecnologia em prol da sustentabilidade

    De acordo com a Vogue Business Insider, a prototipagem 3D é o futuro da moda. Com os avanços da tecnologia, cada vez mais designers estão produzindo coleções de roupas fotorrealistas e somente digitais – e os clientes estão comprando a ideia. Saiba tudo sobre essa novidade:

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    O que são as roupas digitais ?

    Looks 100% digitais da Carlings. Você diria que essas peças são desenhos 3D?

    Com os avanços da tecnologia, as ferramentas de prototipagem 3D permitem que o designer crie uma coleção inteiramente digital, com aspecto real. Essa coleção pode ser usada em diversas etapas do processo criativo, inclusive com o consumidor final.

    Quais as vantagens da prototipagem 3D na moda?

    Para o designer Lui Iarocheski, “as soluções de design 3D gastam menos com a diminuição da produção de amostras físicas, enquanto permitem que os designers criem imagens que são tão realistas, que podem ser usadas dentro do departamento de estilo até o merchandising e e-commerce.”

    Iarocheski acaba de retornar de Amsterdam com o certificado de Virtual Fashion Designer pela Amsterdam University of Applied Sciences – o primeiro curso nesta linha no mundo.

    Como funcionará a prototipagem de roupas digitais 3D na prática

    Processo digital da Carlings

    Uma marca pode, por exemplo, exibir suas roupas digitais 3D realistas em seu e-commerce. Lui garante que, se digitalizadas com expertise, o consumidor nem perceberá que a peça ainda não foi produzida.

    Isso favorece uma mudança no processo de desenvolvimento, permitindo que as marcas vendam sob demanda de modo personalizado. O cliente entra no site, faz o pedido, paga e só então a peça é fabricada.

    Como bem pontuado por Lui Iarocheski, ” as marcas só poderão preencher um pedido depois que ele for colocado e as opções de fabricação inteligentes permitirão que fábricas locais menores atendam pedidos individuais com mais rapidez e eficiência, reduzindo significativamente o desperdício e a pegada de carbono.

    Prototipagem de roupas digitais 3D e o futuro digital da indústria

    Coleção 3D Iarocheski

    Atualmente, levar uma ideia do papel até o produto final é um processo pode consumir muitas horas, além de recursos ambientais inestimáveis. Custos elevados e pedidos mínimos grandiosos também acabam consumindo os recursos financeiros de marcas menores. Porém, a tecnologia entra em cena para facilitar o processo.

    Ao invés de criar o protótipo das peças da maneira tradicional, a prototipagem 3D é inteiramente digital, reduzindo a quantidade de amostras físicas. Desse modo, além de diminuir custos, essa tecnologia reduz consideravelmente a pegada ambiental das marcas.

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    Os desafios da prototipagem 3D

    Como toda boa tecnologia em fase inicial, a prototipagem 3D também encontra desafios. Embora existam oportunidades óbvias para marcas de moda, ainda existem barreiras significativas à entrada.

    Em primeiro lugar, vale lembrar que os designers de moda não são tradicionalmente treinados em modelagem 3D e muitas modelagens não seriam tão facilmente convertidas em modelos 3D. Assim, uma marca de moda precisaria contratar um artista 3D para desenhar manualmente roupas.

    Por fim, a boa notícia é que algumas startups ao redor do mundo já oferecem esse serviço e a convergência para o digital pode vir antes do que esperamos. Assim, a tecnologia de ponta surge, mais uma vez, a serviço da sustentabilidade. Quando bem utilizada, ela é a chave para otimizar os processos e reduzir o impacto ambiental das indústrias de moda.

    Confira alguns números importantes levantados pela Vogue Business Insider

    •  O varejista escandinavo Carlings esgotou uma coleção de roupas 100% 3D em uma semana. Os “alfaiates digitais” manipularam as fotos dos clientes para que parecessem que estavam vestidos com as peças. O preço médio era de € 30.
    • Os jogos para dispositivos móveis já provaram que os clientes estão dispostos a gastar dinheiro em ativos digitais. O jogo Covet Fashion, por exemplo, gerou US $ 53,4 milhões em vendas no ano passado (uma parte da publicidade).

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