Desde a época das entrevistas aos presidenciáveis, em 2018, Bolsonaro sempre declarou a TV Globo como sua “inimiga”. Por outro lado, a emissora dos Marinhos até tentou uma aproximação, logo no início do mandato presidencial. No início de 2019, a Globo chegou a produzir matérias mostrando os hábitos de Jair, como “comer pão com leite condensado.” Contudo esse tom amistoso entre Globo e Bolsonaro desandou logo na sequência.
O presidente, no geral, tem o hábito de destratar jornalistas, principalmente mulheres. Os canais que apoiam Bolsonaro “declaradamente” são SBT e RedeTV!. Já a Record TV e Bandeirantes, são mais “tímidas” tanto nos ataques ao governo, bem como elogios às atitudes de Bolsonaro.
Todavia, a edição do Jornal Nacional, da noite de 07 de setembro, subiu o tom contra as ações antidemocráticas de Jair Bolsonaro. Isso porque o presidente convocou seu eleitorado para ir até as ruas e protestarem contra a democracia, os Ministros do Supremo e as ações de restrição contra o cCoronavírus. Como resultado, William Bonner não poupou o presidente e deixou claro a posição de seu editorial. Vem saber o que o “chefe” do Jornal Nacional disse.
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“Tom golpista”

Logo na escalada das notícias, William Bonner soltou o verbo contra as manifestações antidemocráticas encabeçadas pelo presidente: “O desrespeito à democracia com as cores da nossa bandeira. Em tom golpista, o presidente discursa diante dos manifestantes em Brasília e em São Paulo.”
O Brasil assistiu hoje a uma demonstração de desprezo pela Constituição, promovida e insuflada pelo presidente da República. Em diversas cidades, milhares de bolsonaristas participaram de atos com pautas que afrontam a democracia, como a intervenção militar e a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal – narrou William Bonner.
As passeatas antidemocráticas são “armas” de Bolsonaro, desde a época de total restrição de circulação, devido a pandemia de Coronavírus. Contudo o presidente sempre ignorou os estudos para a prevenção da doença e incentivou o não distanciamento, bem como o não uso das máscaras.




