Em reunião nesta quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) subiu a taxa básica de juros da economia (taxa selic) pela primeira vez desde 2015. Com a crescente escalada da inflação, o Banco Central encontrou no aumento de 2% para 2,75% da taxa Selic a solução para frear o aumento dos preços.
Após o Boletim Focus, publicado pelo Banco Central na última segunda-feira, ficou mais evidente que o Copom aumentaria a taxa selic, saindo da mínima histórica de 2%.
Também, a taxa dos juros (DI) nos mercados futuros estão aumentando há meses, confirmando o pessimismo do mercado financeiro em relação aos indicadores econômicos atuais.
De acordo com o citado boletim, as projeções dos economistas são de um IPCA (índice oficial de inflação ao consumidor) por volta de 4,60% neste ano.
Entre os economistas consultados na elaboração do Boletim Focus, a estimativa é que, na verdade, a inflação pode ser ainda maior, chegando a 5,12%. Ou seja, muito acima da meta de inflação que é de 3,75%.
Além disso, a disparada do dólar desde o ano passado também motivou o Copom a elevar a taxa Selic.
De acordo com a agência Reuters, a maioria dos especialistas ressaltam a “maior desvalorização do real, calculando o dólar a R$ 5,30 e R$ 5,20 reais respectivamente neste ano e no próximo, de R$ 5,15 e R$ 5,13 antes”.
Também, o cenário econômico como um todo segue em baixa neste início de ano, com o “crescimento do Produto Interno Bruto calculado em 3,23% e 2,39% respectivamente em 2021 e 2022, 0,03 e 0,09 ponto percentual a menos do que na semana anterior”, afirmou Reuters.


