A Polícia Civil da Bahia está investigando a morte de um jovem de 14 anos, na Bahia. Segundo informações do UOL e do G1, Davi Nunes Moreira veio à óbito na última quarta-feira, 12 em um hospital de Vitória da Conquista (BA). Com efeito, dados apurados até aqui indicam que Davi teria misturado fluídos de uma borboleta amassada com água e injetado na perna.
De acordo com o UOL, a Polícia trabalha com a hipótese de Davi ter realizado um desafio da internet. Todavia, as investigações ainda seguem. Inclusive, o laudo cadavérico de Davi ainda não foi concluído para saber a real causa da morte do jovem.
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Por que amassar uma borboleta, misturar com água e injetar pode ser fatal?
Antes de ser levado para o hospital, Davi começou a mancar e na sequência apresentou quadro de vômitos. Ele só disse sobre o procedimento de amassar uma borboleta, misturar com água e aplicar na perna quando já estava internado, para a médica.

Na sequência, os pais do garoto, que mora Planalto (BA), encontraram a seringa no quarto. A princípio o jovem fez tudo sozinho. De fato, especialistas explicam que os fluídos de uma borboleta podem representar sérios riscos à saúde. Isso porque, elas assim como outros insetos produzem substâncias tóxicas que funcionam como mecanismos de defesa contra predadores.
A matéria do G1 cita o caso da borboleta-monarca, cujas lagartas se alimentam de algodão-de-seda e acumulam compostos tóxicos que afastam predadores. Contudo, especialistas ponderam que as toxinas produzidas por uma borboleta podem não ser suficientes para apresentar risco fatal a um humano.
“As borboletas têm uma biologia complexa, e os fluidos presentes em seus corpos não foram estudados de forma aprofundada quanto à toxicidade para seres humanos”– diz Marcelo Duarte, diretor do Museu de Zoologia da USP e especialista em borboletas e mariposas (lepidoptera).
Riscos de infecções graves
O que deve ser levado em conta é que o corpo humano não está preparado para receber nenhum líquido não estéril. E dessa forma, sem a solução adequada tais líquidos podem causar infecções graves, especialmente quando há contato com a corrente sanguínea.
“Ao injetar uma substância desconhecida, a pessoa corre o risco de ter reações alérgicas severas, infecções e, em alguns casos, complicações fatais”- completa Marcelo Duarte.


