A escolha do ator Guilherme Magon para interpretar Leonardo, o filho de Odete Roitman (Debora Bloch) no remake de Vale Tudo, gerou debates sobre representatividade. Vários internautas criticaram a escalação, entre eles o cineasta Daniel Gonçalves, diretor de filmes como “Assexybilidade” e “Meu nome é Daniel”.
No remake, Leonardo é o irmão gêmeo de Heleninha (Paolla Oliveira), mantido escondido pela mãe após sofrer um acidente de carro que o deixou paraplégico. A personagem sofreu modificações em relação à versão original de 1988, na qual Leonardo morria no acidente. Agora, ele retorna como uma figura misteriosa e estratégica na narrativa.
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Daniel Gonçalves denuncia cripface em Vale Tudo
O cineasta e diretor Daniel Gonçalves, que é uma pessoa com deficiência (PcD), se pronunciou nas redes sociais sobre o caso, criticando a escolha da produção da novela. Ele acusou a emissora de praticar cripface — termo que se refere à escalação de atores sem deficiência para interpretar personagens com deficiência.
Em um desabafo publicado no Instagram, Daniel expressou sua insatisfação. “Cripface em Vale Tudo e eu me pergunto de que vale ter vários departamentos de diversidade se na produção mais importante do ano colocam um ator sem deficiência pra interpretar um personagem Def…”, disse na legenda do seu post.
De acordo com ele, há muitos atores com deficiência disponíveis, inclusive dentro da própria Globo. Assim, a escalação de Guilherme Magon configuraria uma grande contradição.


