Com o recente pedido de indiciamento de Virginia Fonseca e outras influenciadoras digitais no relatório final da CPI das Apostas Esportivas, surgiram dúvidas sobre o destino dos bens dessas personalidades. Afinal, em caso de responsabilização judicial, é possível que Virginia tenha seu patrimônio bloqueado?
Segundo a advogada Caren Benevento, especialista em direito empresarial e pesquisadora da USP, a simples inclusão no relatório da CPI não implica automaticamente na perda de bens. “O indiciamento, por si só, não gera bloqueio. Porém, ele pode ser o ponto de partida para uma ação judicial que leve a medidas como penhora ou indisponibilidade de patrimônio”, explica.
Bens de Virginia Fonseca está sujeito a regras jurídicas específicas
Conforme a especialista, um ponto central está na forma como os bens de Virginia Fonseca estão organizados. Muitos influenciadores que também atuam como empresários optam por criar holdings patrimoniais ou empresas de participação para proteger seus ativos. Se esse for o caso da influenciadora, os bens da empresa não podem ser atingidos por dívidas pessoais — ao menos em regra.

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Contudo, a advogada alerta: “As cotas sociais da empresa que estiverem em nome da Virginia podem ser penhoradas. E se houver indícios de que houve tentativa de esconder patrimônio pessoal usando a estrutura empresarial, o juiz pode autorizar a chamada desconsideração inversa da personalidade jurídica”.
Isso significa que, mesmo com uma estrutura de proteção patrimonial, o Judiciário pode acessar os ativos empresariais, desde que fique provado o uso indevido das empresas com fins de fraude ou desvio de finalidade.
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