Recentemente, com a aproximação da estreia do remake de Vale Tudo, uma entrevista de Beatriz Segall (1926-2018) começou a viralizar nas redes. Nela, a atriz conversa com o cartunista, Ziraldo (1932- 2024) e os dois discutem sobre a “comemoração” da morte da personagem Odete Roitman. A saudosa atriz fica espantada como o público da época ficou feliz ao ver Odete ser assassinada acidentalmente na reta final da novela. E ao seu ver, o mais correto seria Odete ser julgada e condenada pelos seus crimes. Agora será a vez de Débora Bloch interpretar a maior vilã de todos os tempos.
Aliás, nesses novos tempos, o público tem discutido bastante sobre formas de punir, legislação brasileira muito branda para criminosos e um apoio (de parte da população) ao regime militar. Sobre o Brasil e o cenário mundial atual, Débora Bloch foi enfática em entrevista ao site Na Telinha: “O Brasil mudou muito (de 1988 para cá), mas a gente está vendo uma volta não só no Brasil, mas no mundo, de um pensamento conservador, preconceituoso, retrógrado…”
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O que Débora Bloch disse sobre nova Odete Roitman e Vale Tudo?
Atualmente, a Globo encara uma crise de criação e produção nunca vista em toda sua história de soberania de audiência e liderança na teledramaturgia. Com o desmanche de seu banco de estrelas de atores, diretores e autores, o Plim Plim busca uma reconexão com seu público, que cada vez mais busca entretenimento no streaming.

Todavia, todas as fichas serão lançadas em Vale Tudo, que estreia no próximo dia 31, na faixa das nove da Globo. A novela será um remake de grande sucesso de 1988. Dessa vez, sobre um olhar atual da autora, Manuela Dias. Um dos grandes destaques de Vale Tudo é a vilã, Odete Roitman. De fato, a personagem chegou a ser oferecida para Fernanda Torres, que devido às atividades no cinema teve que declinar o convite. Agora a missão será de Débora Bloch.
“A Odete é uma ‘put@’ personagem! É uma mulher que despreza o Brasil, que não sabe ver, reconhecer, não entende o valor do Brasil. Um retrato de uma classe brasileira que despreza o Brasil e, ao mesmo tempo, se beneficia dele, suga as suas riquezas”- disse a atriz em entrevista ao Na Telinha.
De maneira idêntica, a atriz também refletiu sobre o novo momento de um mundo ultraconservador que causa impactos em todos os aspectos. Aqui no Brasil, a Globo tem sentindo dificuldades em encontrar um meio-termo em suas produções que agrade uma audiência tão polarizada.



