Para quem achou que o caso de Nego Di já estava solucionado e que ele estava apenas afastado das redes sociais, se enganou. O ex-BBB apenas segue as ordens judiciais de não usar as redes sociais. Contudo, na última terça-feira, 10, a juíza, Patrícia Pereira Tonet, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Canoas decretou a sentença do humorista.
Como resultado, Nego Di e o sócio, Anderson Bonetti, receberam a condenação de 11 anos e 8 meses em virtude de crimes de estelionato contra 16 vítimas de Canoas. Como “empresários”, o humorista e Anderson foram acusados por 370 crimes registrados de estelionato. Tais crimes ocorreram entre 8 de março e 26 de julho de 2021, através da loja virtual, “TADIZUERA”.
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O que aconteceu com Nego Di?
Na condenação, expedida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Canoas, onde a juíza, Patrícia Pereira Tonet atua ressalta que Dílson Alves da Silva Neto (Nego Di) e Anderson Bonetti se aproveitaram da popularidade do famoso. E através dela venderam televisões, smartphones e aparelhos de ar-condicionado com preços abaixo dos valores de mercado sem ter condições de cumprirem com as ofertas. Como resultado, os clientes não receberam os produtos adquiridos tampouco o estorno dos valores pagos.

“Um verdadeiro esquema meticulosamente organizado para ludibriar um grande público”– disse a magistrada.
“[Eles tiveram] vantagem financeira expressiva e de lesividade social altíssima, pois focado em pessoas de condição financeira não elevada, em comércio de bens de consumo necessários e que se valeu da credibilidade inconteste de que um dos réus ostentava para retardar a percepção geral de que se tratava de um crime.
Dessa forma, viabilizando a concretização de outras tantas vendas, potencializando, assim, os lucros auferidos pelos autores da empreitada criminosa e, de outra banda, incrementando de forma impressionante o número de pessoas prejudicadas”– disse parte da sentença.



