O ator Raul Gazolla participou de uma entrevista com o jornalista, Valmir Moratelli, promovida pela Veja. Ao 69 anos, Raul Gazolla é o narrador do documentário, Caso Henry Borel – A marca da maldade. A produção também é da Veja+ e aborda o crime que chocou o Brasil em 2021, quando Henry Borel foi assassinado no apartamento que morava com a mãe Monique Medeiros e o padrasto, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, mais conhecido como Dr. Jairinho. Monique e Jairinho estão presos acusados pelo crime.
Em 1992, Raul Gazolla passou por um drama semelhante a de Leniel Borel, pai de Henry. Em novembro daquele ano, Daniella Perez (esposa de Raul) e filha de Glória Perez foi assassinada pelo colega de elenco, Guilherme de Pádua. Daniella e Guilherme faziam par romântico e o ator teria ficado com raiva após a autora, Glória, criar uma nova trama e afastar os personagens. Como resultado, o ator executou a atriz com 18 punhaladas. Sua esposa, Paula Thomaz ajudou no crime.
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O que aconteceu com Glória Perez?
Durante bate-papo com a Veja, Raul Gazolla que está com 69 anos afirmou que comemorou a morte de Guilherme de Pádua. Guilherme faleceu em novembro de 2022 após sofrer um infarto fulminante, em MG onde morava com a esposa. Ele era pastor evangélico na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

“Eu agradeci ao universo e disse: ‘poxa, o mundo respira melhor hoje’. Partiu alguém que nem deveria ter nascido”- disse o ator.
“Assim como acredito que esses assassinos, psicopatas, pessoas doentes, o assassino da Dani, eles não podem conviver na sociedade, têm que ter prisão perpétua. Mas aqui a gente não tem nem pena de morte. Não sei se houvesse pena de morte os crimes seriam menos, não acredito nisso. Mas acredito que se elimina um perigo da sociedade quando se condena um assassino confesso, com nível de psicopatia”- completou o ator.
Em 25 de janeiro de 1997, Guilherme e Paula foram condenados por homicídio qualificado, por motivo torpe, a 19 anos e seis meses de cadeia. Contudo, com apenas sete anos de prisão, os dois foram colocados em liberdade condicional.
Ainda sim, após o assassinato de sua filha, Glória Perez conseguiu 1,3 milhão de assinaturas em três meses em uma petição que mudou a Lei de Crimes Hediondos no Brasil. Sua luta foi para incluir o homicídio qualificado no rol daqueles delitos em que a prisão é imediata e não se admite pagamento de fiança. Por causa da burocracia a lei não serviu no caso de Daniella Perez.



