Após muita espera, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes ficaram frente-a-frente durante o depoimento no STF (Supremo Tribunal Federal). De fato, Bolsonaro é um dos réus na denúncia de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Dessa forma ele é acusa do cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Durante interrogatório, Bolsonaro chegou a fazer piadas, convidou Alexandre de Moraes para ser seu vice-presidente em uma possível chapa em 2026. Ele também chamou de “malucos” às pessoas que invadiram Brasília no 8 de janeiro.
O que Bolsonaro disse durante o depoimento?
Até o momento, algumas frases ditas por Bolsonaro chamaram a atenção durante se interrogatório. Em determinado momento, por exemplo, Alexandre de Moraes questionou o ex-presidente em quais indícios ele se baseou para afirmar que ele e outros ministros estavam “levando 50, 30 milhões” em algo que ele considerava esquisito.

“Não tem indício nenhum, seu ministro. Tanto é que era uma reunião para não ser gravada, um desabafo, uma retórica que eu usei. Se fosses outros três ocupando [o STF], eu teria falado da mesma coisa. Então, me desculpem, não tinha essa intenção de acusar de qualquer desvio de conduta os senhores, três [Fachin, Barroso, Alexandre de Moraes]”- disse Bolsonaro.
Quanto ao documento chamado “minuta do golpe”, Bolsonaro afirmou que viu rapidamente o plano durante uma reunião: “Isso [a minuta] foi colocado numa tela de televisão e mostrado de forma rápida ali, mas a discussão sobre esse assunto já começou sem força, de modo que nada foi à frente, seria um estado de sítio, por exemplo”.
De maneira idêntica, Moraes questionou se Bolsonaro tinha ciência no plano de prisão de autoridades. Dessa forma, o ex-presidente afirmou: “Falar contra autoridades, sugerir prisão, isso aí, na nossa reunião, não estava previsto”.
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