Desde a época da faculdade meu saudoso professor falava: “televisão é muito caro de se fazer, por isso é preciso ter uma boa administração, uma ótima coordenação e profissionais bem comprometidos”. De maneira idêntica, esse mesmo professor dizia que o Brasil é o país que mais “glorifica” profissionais de TV e que por aqui o “posto de artista” sobressai à “profissão no audiovisual”. Dito isso: após deixar a Band em junho desse ano, a coluna F5 da Folha de São Paulo, indica que emissora e Catia Fonseca devem parar na justiça.
Isso porque, o contato de Catia com a Band iria até 2028. Insatisfeita com diversos cortes na produção do Melhor da Tarde (inclusive na demissão do seu marido, Rodrigo Riccó, que era diretor da atração), Catia deixou o programa vespertino e alegou quebra de contrato por parte da empresa.
O que aconteceu com Catia e Band?
De acordo com as informações de André Romano, do Observatório da TV, o salário de Catia Fonseca na Band era de R$ 200 mil. Contudo, como a apresentadora tinha participações nas publicidades dentro do programa, essas cifras aumentava substancialmente. Assim sendo, o salário da apresentadora chegava aos R$ 500 mil em meses de alta demanda.

Mas nem só de salário um funcionário vive. Para apresentar um bom programa é necessário uma boa produção, com uma ótima equipe e uma verba bacana para colocar os planos em ação. E é justamente isso que Catia reclamava nos bastidores do Melhor da Tarde.
Sua atração que começou muito bem passou a ter uma série de cortes comprometendo a qualidade do programa. Esse desgaste azedou a relação da apresentadora e emissora. A questão é que Catia seguiu realizando as ações de merchandising, com suas ótimas parcerias.
No entanto, a Band passou a cobrar mais a apresentadora, e além da parte comercial o canal também passou a pressionar para uma maior audiência (a media do programa era de 1 ponto ou 1,5 ponto em SP). Como resultado Catia saiu do Melhor da Tarde e da Band.
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