Com mais de 100 eventos a serem celebrados entre 2021 e 2022, São Paulo está prestes a iniciar as comemorações do Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Sendo um dos episódios mais importantes da nossa história contemporânea, veja com mais detalhes qual o significado da data e a programação do festival.
- Em seguida, veja também a Exposição Enciclopédia Negra na Pinacoteca de São Paulo.
A inauguração do modernismo no Brasil
Sendo fruto do trabalho de um grupo de intelectuais e artistas brasileiros, a Semana de Arte Moderna de 22 quebrou paradigmas e marcou época. A sua motivação? Não deixar passar em branco a celebração de outro centenário, o da independência do Brasil em relação a Portugal (1822).
Acima de tudo, o propósito dos artistas envolvidos foi romper com uma visão ainda muito conservadora sobre a arte e a cultura. Para tanto, em seu lugar, buscavam valorizar o estilo e as referências próprias do Brasil.
Celebrando-se no Teatro Municipal de São Paulo entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, o festival teve um grande impacto a nível nacional.
Contando com por volta de 100 obras, alguns dos principais participantes foram Anita Malfatti (1889-1964), Mário de Andrade (1893-1945), Oswald de Andrade (1890-1954) e Di Cavalcanti (1897-1976).
Ainda que Tarsila do Amaral (1886-1973) não tenha feito parte do evento, já que à época vivia em Paris, posteriormente ela veio a ser um dos maiores expoentes do movimento modernista no Brasil.
Tendo voltado para o país em junho de 1922, ela logo conheceu os escritores Mário de Andrade, Oswald e Menotti del Picchia. Com eles e Anita Malfatti fundou o Grupo dos Cinco, que continuou a revolução artística iniciada pela Semana de Arte Moderna.

Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922
No último dia 11 de maio o Governo de São Paulo lançou o projeto “Modernismo Hoje”, articulado entre as secretarias de Cultura e Economia Criativa e de Turismo.


