
Segundo o site holandês de tendências de consumo, o Trendwatching, em seu mais novo briefing de informações, a economia dos dias atuais é habitada por experiências e consumidores bem informados, os quais possuem uma longa lista de desejos e altas expectativas em relação aos produtos e serviços.
Suas expectativas são baseadas em anos de auto-treinamento na sociedade do hiperconsumo*, nas fontes de informações amplamente disponíveis, nos chamados curadores de informação, como os blogs, as salas de interesses específicos na rede global, que ajudam este consumidor a rastrear, escolher e desejar produtos e serviços que ofereçam o “Best of the best”.
*Vamos fazer um parêntese para uma breve definição de hiperconsumo.
Segundo, o filósofo e sociólogo francês Gilles Lipovetsky, em seu livro
A Felicidade Paradoxal – Ensaio sobre a Sociedade do Hiperconsumo, Cia das Letras – 2007, estamos vivendo hoje o terceiro estágio do capitalismo, marcado pela oferta permanente de produtos em escala e intensidade jamais observadas. “O Bem Estar tornou-se o novo Deus, sendo o Consumo o seu Templo…”.

O autor, na obra acima, aponta o paradoxo da sociedade contemporânea: se de um lado o consumo funciona como uma terapia que ajuda a afastar as frustrações diárias, por outro lado, torna-se o causador da ansiedade humana num mercado onde o objetivo primordial é a incessante oferta e procura por novidades. Por exemplo, o hiperconsumidor tem acesso ao ter, mas aspira a ser; os mais diversos prazeres sensoriais estão ao seu alcance, mas é preciso preservar a saúde, evitar os excessos, jantar no mais novo restaurante da cidade porque todos seus amigos já conhecem.
Onde vamos chegar? Deixo a pergunta….

Depois de um pouco de filosofia ;-) vamos voltar para as dicas mundanas.
Hoje observamos que os consumidores estão ávidos por fazer pesquisas e “benchmarking” fenômeno que está cada vez mais frequente, como nunca visto antes, e muitas vezes, o fazem melhor do que as próprias empresas e organizações. Culpem ou agradeçam sites como estes abaixo que acabam funcionando como filtro e fonte de inspiração.
http://www.inhabitat.com/category/accessories-and-fashion (produtos eco-chic)
http://www.notcot.com/archives/wearable (produtos “must-have’)
http://www.thesartorialist.com/bio.html (moda e estilo)
http://www.thecoolhunter.net/fashion (idéias cool)
1. O consumidor
Qual seria então o efeito da Economia das Expectativas
no humor dos consumidores?

Segundo o Trendwatching, uma vez que temos altas expectativas em relação aos produtos e serviços e a maioria das marcas ainda não se adaptaram a este novo comportamento, surgem os consumidores indiferentes e irritados. Isso mesmo, somos mal humorados e frustrados. Portanto, se você trabalha em uma destas marcas de pouca “performance”, fique atento porque os seus consumidores tendem a não perdoar, parar de comprar e simplesmente não te explicar porque!








