
Na contramão de países mais desenvolvidos, o Brasil ainda é bastante permissivo com o uso de agrotóxicos. Esses herbicidas e defensores agrícolas, usados em larga escala, são comprovadamente ligados a diversos tipos de câncer, atrofias musculares e até mesmo mutações genéticas.
Enquanto cresce o discurso pela sustentabilidade e pelo consumo de mais orgânicos, um projeto polêmico, conhecido como PL do Veneno, visa liberar ainda mais o uso de agrotóxicos em solo Brasileiro. Você sabe o que realmente está em jogo?
A polêmica dos agrotóxicos

Imagem: O Globo/Divulgação.
Agrotóxicos, defensivos agrícolas, pesticidas ou praguicidas são produtos químicos sintéticos utilizados na agricultura para o controle de pragas, insetos, doenças e plantas daninhas. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), nós estamos entre os 10 países que mais consomem agrotóxicos no mundo.
O Brasil ocupa o 7º posto na relação da quantidade de produtos aplicados por hectare de terra cultivada. Em termos de volume total, o Ministério do Meio Ambiente brasileiro informa que estamos em 1º lugar. O dado impressiona e mostra como estamos anos luz atrás de países desenvolvidos, que incentivam a agricultura orgânica e familiar, como é o caso da Dinamarca.
Embora especialistas aleguem que o seu uso é seguro desde que respeitadas as dosagens permitidas, a empresa Monsanto está enfrentando, nos EUA, o primeiro julgamento por herbicida de glifosato no mundo. Conhecido como Rondup, ele é um dos herbicidas mais vendidos no mundo e, ao que tudo indica, altamente cancerígeno.
A Monsanto se defende de uma acusação milionária, onde é acusada de ocultar deliberadamente a periculosidade da substância. O uso do glifosato já foi proibido no Brasil, mas recentemente a justiça caçou a liminar que regulava o seu uso.
A PL do Veneno





Imagem: Embrapa
No Brasil, temos uma outra iniciativa que vale a pena ficar de olho. É o