
Nos últimos tempos os barbudos invadiram editoriais de moda, catálogos, propagandas e até o cinema, entre muitos outros meios de comunicação visual. Eles aparecem com os pelos espessos estilizados de diversas formas que variam das mais simples “barbas por fazer” aos estilos mais históricos.
A barba era a marca de filósofos e ermitões dos impérios Gregos e Romanos; virou um símbolo obrigatório da doutrina cristã da Renascença e aparece nas principais obras de arte desse período. No imaginário ocidental, o homem barbudo é também relacionado à imagem de Deus, alguém temperante que mostra o caminho a ser seguido e ensina valores humanos e sociais à comunidade.

Pietro Perugino , Le Christ remettant les clés à Saint Pierre, 1486.
A volta dos barbudos traz o renascimento de um homem em busca de espiritualidade, mais próximo à natureza e ao mesmo tempo conectado com o mundo – um herói da cultura livre que chega a ser uma inspiração. Esse homem também vive um contraponto de extremismo, sua barba parece ser profana e associada ao desleixo, mas reitera sua origem sagrada.
Hoje a figura do homem barbado também contribui para uma “re-virilização” de uma sociedade na qual as fronteiras dos gêneros têm sido vencidas. Enquanto a androgenia é cada vez mais comum, os barbudos chegam num contra movimento.
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Especial sobre barbas e beleza masculina:

Homens barbudos em editoriais de moda masculinos. Foto: Faça amor não faça a barba
Bigodes também estão em alta
Eles não estão somente nas mídias visuais – os barbudos hoje já representam um estilo de vida. É possível citar como parte da disseminação das barbas nas internet e até mesmo na moda veio do movimento Movember. Na Austrália, em meados de 1999, um grupo de rapazes tiveram a ideia de deixar seus bigodes crescerem durante o mês de novembro – é daí que veio o nome: Moustache + November. A proposta era chamar a atenção dos homens para sua saúde, incentivando-os a irem ao médico e assim conseguir diagnósticos precoces, facilitando e efetivando o tratamento de diversas doenças, como o câncer de próstata.
A partir daí o movimento foi apenas crescendo e tomando proporções mundiais. Os homens estavam sendo incentivados a exibir seus pelos faciais. Para as mulheres também demonstrarem apoio, a moda esteve ao lado delas, com acessórios e estampas de bigodes que invadiram desde tênis às roupas íntimas; uma febre que ainda toma conta delas e deles.
Desse movimento surgiu um outro – o Noshember, que vem de No Shave November. Quem participa deve ficar o mês inteiro de novembro sem fazer a barba. As mulheres podem fazer sua parte sem depilar as pernas, mas é algo que só funciona no inverno do hemisfério norte.

Homens barbudos em editoriais de moda. Fotos: Faça amor não faça a barba

A barba muda e visual e traz mais personalidade ao rosto. Confira em: Especial Barba, Beleza Masculina – Fique mais charmoso e mude seu visual usando a barba
Barbas musicais e virtuais
Também da Austrália vem uma banda chamada The Beards. Tocando um folk rock com tons cômicos, o grupo de barbudos cantam sobre as virtudes de se ter uma barba. Um belo exemplo é a música Got me a Beard, a qual conta a história de um homem que foi rejeitado pela namorada por conta da barba. Sem intenções de tirar os pelos do rosto, ele segue seu caminho e é acolhido num novo mundo, onde tudo gira em torno da barba. Bom, depois ele acaba encontrando a ex-namorada, mas para saber o que acontece vale a pena assistir ao vídeo abaixo.
Na internet as barbas tomam proporções enormes. Prova disso, aqui no Brasil, é a página do Facebook Faça Amor, Não Faça a Barba. Com quase duzentos mil likes, a fanpage reúne os adeptos a esse estilo de vida e as fãs de quem tem o rosto peludo. Para disseminar essa cultura, a página faz posts diários de homens barbudos, muitos deles famosos, poesias, memes, músicas e vídeos que cultuam a barba.































