
A Troller fez uma proposta bem interessante, levou jornalistas e influenciadores para experimentar seu carro na “pista de prova”: uma trilha na cidade de Itupeva/SP. Itupeva é um dos lugares em São Paulo com menor incidência de chuva no estado. Mas, no dia, não combinaram nada com São Pedro e o toró desabou sobre a mata e as picadas abertas para que nossa “Experiência Off-Road com o Troller T4” fosse muito mais realista!
É necessário dizer que grande parte dos convidados nunca havia pilotado um 4×4 em condição de trilha. E se você também nunca dirigiu assim, fique sabendo que a pilotagem – principalmente na chuva – não se assemelha em absolutamente nada com aquilo que se aprendeu nas aulas da autoescola. Penso que a novidade ao volante aventureiro, tenha me remetido àquele tempo em que eu era um moleque atrevido pondo a mão no volante pela primeira vez, adrenalina, adrenalina, adrenalina.
Em minutos você percebe que seu padrão mental não muda imediatamente à bordo de um off-road. Com seus muitos anos de CNH você tem a certeza que não há nada a aprender. Será? Sozinho no meio do mato ao enxergar uma trilha lateral não vencia o impulso mecânico de dar seta. De diminuir ao avistar um toco no meio do caminho e passar com cuidado… Mas o que mais podemos encontrar neste ambiente hostil?
Se você tiver a sorte de ser convidado a fazer uma trilha de Troller NÃO vá. Quem avisa amigo é. A coisa é altamente viciante
Primeiro: você terá um arrepio na coluna ao ouvir espinhos e galhos quebrados assobiando na lataria. Ooops na “lataria” não. O Troller é feito de uma fibra super especial que além de muito resistente, em pequenos impactos volta para o lugar, não fica amassada.
Segundo: aquelas valas que se formam na ribanceira com a correnteza das águas da chuva são um ímã para os pneus, quando se está como navegador você tem a certeza absoluta de que evitará as barbeiragens que está cometendo o “piloto da vez”, aqui vai uma dica preciosa, guarde com você o pensamento e não FALE nada, porque quando chegar sua vez de se sentar no banco à esquerda, o repuxo é grande. A zoeira será maior ainda.
Terceiro: Não breque, acelere, aceleeere, acellllleeeeeeeeeeerrreeeeeeee
Quarto: há em sua frente uma pirambeira muito, muito íngreme, há água jorrando por todos os lados, a vegetação cobre parte da pista. O que se faz? Vai controlando a velocidade no freio, ok? Dããã claro que não! Você sapeca uma reduzida e as trevas viram luz. Que carro valente!

A chuva que caiu sem dó atrapalhou os planos de uma trilha mais longa, a compensação veio quando eu ingenuamente vi um “muro” de terra de tão íngreme que era e brinquei dizendo que: “sempre foi meu sonho subir com o carro um obstáculo assim” – vídeos aleatórios do Facebook nos inspiram à estas ideias babacas – para minha surpresa ele não se alterou e ordenou “dá uma ré segure o volante reto e se afaste um pouco”. Foi o que fiz, agora aceleraaaa pisa até o fundo. Minha obediência só foi a página 2. O carro com os pneus repletos de barro jogava para a esquerda e eu tentava controlar virando à direita. O carro ia para a direita e eu tentava acertá-lo de novo. Que decepção, nota 0 prá mim. Tentei mais 2 vezes, mas o instinto de acertar o carro era maior do que a confiança que ao acelerar com tudo e apenas manter o volante reto, mesmo que o carro estivesse virando para um dos lados, era o simples a ser feito, já que o barro solta do pneu e o carro finalmente segue na direção em que o volante está direcionado. Ufa! O danado subiu com fôlego e força absurda.








