Quando falamos do surgimento e consolidação de uma moda de fato brasileira não há como não referir o nome da estilista mineira Zuzu Angel (1921-1976).
Em seguida, conheça mais detalhes sobre a sua trajetória e trabalho para entender o porquê dela continuar a ser um dos grandes ícones da história recente do Brasil.
Quem foi Zuzu Angel?

Com um larga experiência como costureira, um gosto especial pelas cores e o estilo do Brasil, além de uma firmeza de caráter muito particular, Zuzu marcou toda uma geração. Ela foi, assim, não apenas um verdadeiro ícone da brasilidade na moda como também da busca pela democracia no país.
Afinal, nesse ano se completaram 50 anos desde a morte de seu filho, Stuart Angel (1946-1971). Essa foi a tragédia que marcou profundamente os últimos anos da sua vida, incluindo as suas criações como estilista.
Desse modo, Zuzu Angel fez história como símbolo da luta pela redemocratização no Brasil ao usar a moda como ferramenta de crítica e oposição à ditadura militar.
Como temos explorado aqui no Fashion Bubbles, a história da moda brasileira se desenvolveu a partir do trabalho de diferentes instituições e personalidades. Assim, acompanhando mais de perto essa evolução, conheça um pouco mais sobre a história, estilo e atuação de Zuzu Angel no cenário da moda brasileiro.
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Zuzu Angel: da infância à vida adulta
Zuleika de Souza Netto nasceu na cidade mineira de Curvelo, no dia 5 de junho de 1921. Vinda de uma família de poucos recursos, ela se mudou ainda menina para Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais.
Foi lá que, então um pouco mais crescida, começou a ajudar a mãe com os seus trabalhos de costura. Nesse meio tempo, já com alguma técnica, Zuzu passou a criar modelos para as suas bonecas e primas.

Posteriormente, ela se mudou outra vez com a família, dessa vez para Salvador, na Bahia. Foi na capital baiana que Zuzu passou a sua adolescência e juventude, tendo absorvido muito da rica cultura regional, que depois acabaria por incorporar na sua moda.
Em 1939, ela se mudou para o Rio de Janeiro, a então capital nacional – onde veio a morar, com muitas idas e vindas, até a sua morte, em 1976.
Logo no ano seguinte, em 1940, conheceu o americano Norman Angel Jones, com quem veio a se casar poucos anos depois.
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- Par ver com mais detalhes a história da estilista, veja a página do Instituto Zuzu Angel e da exposição Ocupação Zuzu do Itaú Cultural.
- Em seguida, aproveite e veja as ilustrações incríveis de Alceu Penna, artista que também era natural de Curvelo – MG.
O Casamento
Zuzu conheceu Norman em uma de suas viagens de visita aos pais em Belo Horizonte. A amizade que construíram virou uma relação amorosa, que evoluiu para o seu casamento em 1943.
A partir dessa data, já com o nome de Zuzu Angel, ela se estabeleceu em Belo Horizonte com o marido.
Contudo, depois de dois anos na capital mineira, os dois decidiram por se mudar para o Rio de Janeiro. Demorou um pouco mais de tempo para que se fixassem na cidade, já que após poucos meses eles ainda foram viver em Salvador.

Foi na Bahia que Zuzu teve o seu primeiro filho, em 1947, a quem deu o nome de Stuart Angel Jones. No ano seguinte, retornaram e finalmente se fixaram no Rio de Janeiro.
A segunda filha, Hildegard Angel Jones, nasceu em 1949, seguida por Ana Cristina Angel Jones, em 1952.
Por fim, em 1960 Zuzu e Norman Angel se divorciaram. Apesar da separação, ela continuou a utilizar o nome de casada, Angel Jones, como seu nome artístico.
- Em seguida, veja outras grandes referências da história moda nacional como a butique carioca Casa Canadá, a fábrica de tecidos Rhodia, os desenhos do ilustrador Alceu Penna (1915-1980) e o estilo mais brasileiro de Dener Pamplona de Abreu (1937-1978).






















