O traje de alfaiataria tem um papel de destaque na História da Moda. Acima de tudo, ele deve ser entendido como o maior marco de distinção entre a roupa da época moderna da do mundo contemporâneo.
Ao longo da história, o vestuário masculino foi sempre mais avançado que o feminino. Afinal, o traje ele sempre apontou às mudanças na imagem do provedor, do guerreiro, do político e do religioso.
Contudo, quando se fala no fenômeno da moda é o traje feminino que toma a dianteira. Ou seja, é a roupa das mulheres que predomina dentro dos estudos de moda ou mesmo fenomenológicos.
Dessa maneira, aqui daremos ênfase ao traje de alfaiataria masculino como fenômeno da moda e da “não-moda”.

A Moda, expressão individual
A moda, além de efêmera e inconstante, constrói, através das roupas, a identidade individual. Nesse sentido, a priori ela define o eu do indivíduo pelo sexo, tendo o corpo como espelho do gênero.
Ao tempo em que a roupa feminina carrega um apelo visual mais teatral, a roupa masculina marca o padrão real do vestir socializado.
Nesse padrão também se incluiem as suas versões informais: a roupa esportiva, a roupa de férias, de fim de semana e o traje urbano usado para o trabalho ou diversão.
O conjunto calça-paletó-camisa, formal ou informal, que no Brasil é conhecido como “Terno Masculino”, forma o que se entende por alfaiataria.
Entretanto, ela é composta por uma grande gama de modelos de paletós, calças, camisas, coletes, casacos e gravatas, além de outros acessórios.

O Traje de Alfaiataria está ultrapassado?
A partir de meados do século XX, muitos homens passaram a considerar essa combinação de roupas enfadonha e repetitiva.
Apesar disso, num mundo onde a efemeridade dá o tom na cultura das aparências, o que se questiona é: porque o terno continua sendo o traje civil clássico em grande parte do mundo?

Ou seja, questiona-se como a alfaiataria se relaciona com a moda e quais os valores que a tornam tão eficaz – mesmo diante da sensualidade e dinâmica dos usuários pós-modernos.







