Fundada em 1908, a Pernambucanas (Arthur Lundgren Tecidos S/A – Casas Pernambucanas – SP) é uma instituição pioneira no comércio que muito contribuiu para o desenvolvimento do varejo brasileiro. Após cem anos de sua fundação, está presente em sete Estados – São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina – por meio de 272 lojas e mais de 15 mil colaboradores. Sua estrutura inclui três modernos centros de distribuição (dois em Barueri/SP e um em Araucária/PR), o escritório central e uma central de relacionamento com o cliente, ambos em São Paulo.
Com um modelo de negócio diferenciado no Brasil, ancorado em quatro categorias diferentes – lar têxtil (cama, mesa, banho, tapetes e cortinas); vestuário (feminino, masculino, infanto-juvenil, lingerie, calçados e acessórios); eletro (eletroeletrônicos, eletroportátil, eletrodoméstico, telefonia e informática); produtos e serviços financeiros (empréstimos, seguros e garantias estendidas) –, a Pernambucanas apresenta um conceito de loja completa para a família brasileira.
A Pernambucanas também possui marcas próprias: Anik, Flobelle, Baila e Greta, para Lar Têxtil; e Vanguard, Argonaut, Norton, Anne Claude e Giardino para Vestuário. Além disso, um time de 15 estilistas identifica tendências de moda, adequando tecidos e desenhos dos segmentos Lar/Têxtil e Vestuário ao perfil dos consumidores para as coleções outono/inverno e primavera/verão.
Tal envolvimento com o universo da moda também pode ser comprovado pelo concurso Faces, que a empresa promove em parceria com a agência Ford Models. Realizado em diversas etapas ao longo do ano, o concurso seleciona jovens de 14 a 25 anos para ingressarem na carreira de modelo e manequim.
O vencedor da categoria juvenil (14 a 17 anos) participará, este ano, da final do concurso SuperModel Brazil 2010, com direito a contrato de um ano pela Ford Models, um book e 100 composites. Na categoria adulta (18 a 25 anos) os vencedores também assinam contrato de um ano com a Ford Models, e ganham um book e 100 composites. Na edição de 2010, o Faces recebeu mais de quinze mil inscrições e consagrou seu sucesso absoluto.
Histórico Pernambucanas
1855 – Desembarca no Brasil o sueco Herman Theodor Lundgren. No Recife, Pernambuco, se estabelece como intérprete e passa a trabalhar como corretor e agente de navios;
1856 – Fundada em Pernambuco a fábrica de pólvora da marca Elephante, primeira indústria privada do ramo no País;
1904 – Após desenvolver por décadas negócios bem-sucedidos, Herman Theodor Lundgren compra a Companhia Paulista de Tecidos, em Paulista, PE;
1908 – É inaugurada a primeira Casas Pernambucanas, em 25 de setembro;
Década de 10 – Durante a Primeira Guerra Mundial, a Pernambucanas e a Cia Paulista de Tecidos participam ativamente do desenvolvimento do setor têxtil no País. A loja da Praça da Sé, em são Paulo, é inaugurada;
Década de 20 – A Pernambucanas inova ao lançar um Manual de Procedimentos instruindo seus gerentes a fazerem “reclames” em circos e cinemas. Devido à demanda, é inaugurada uma nova fábrica em Rio Tinto, na Paraíba;
Década de 30 – Funcionários percorrem estradas brasileiras utilizando porteiras, árvores, pedras e barrancos como meios de comunicação da marca. A evolução da cultura do café faz a Pernambucanas acompanhar as novas ferrovias e inaugurar lojas em cidades recém-fundadas. Trabalhar na Pernambucanas era símbolo de prestígio só comparável a um posto na Câmara Municipal, no Banco do Brasil ou nos Correios.
Os tecidos Marca Olho, “que não desbotam e não encolhem”, e as camisas Lunfor chegam às lojas e passam a ser os artigos preferidos pelos consumidores mais exigentes.
Década de 40 – Com o desenvolvimento do comércio em São Paulo, várias lojas são abertas no comércio da capital. Para atrair os clientes, as lojas colocam em suas fachadas o boneco Grillo, um policial em madeira que vira símbolo da Pernambucanas e indica a entrada do estabelecimento, credenciando-a como um local seguro e confiável;
História da Moda Brasiliseira – Pernambucanas
Década de 50 – para se aproximar das colônias de imigrantes, a Pernambucanas lança folhetos em diferentes idiomas. E com mais de 400 filiais pelo Brasil, a rede leva cinema gratuito à população, com películas e projetores nas cidades onde não há cinemas;
Década de 60 – Lança o filme publicitário na TV que faria história na publicidade nacional: “Quem bate? É o frio!”. Nova tendência de sucesso: tecidos saem das prateleiras e ficam ao alcance das mãos dos consumidores;
Década de 70 – a Pernambucanas lança o Crediário Tentação. Mulheres passam a ser admitidas na rede. A empresa entra no mercado de confecções para homens, mulheres e crianças e divulga a novidade em uma campanha em que paraquedistas invadem as lojas. Inicia-se, gradativamente, a venda de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
Década de 80 – A Pernambucanas revoluciona a moda brasileira ao lançar o concurso “Modelo Exportação”, em parceria com a agência Ford Models. A empresa é uma das pioneiras a apoiar esportes como os jogos do Oeste campeonatos de natação, MotoCross e hipismo. O suplemento “Pernambucanas e Você” é adotado como mídia de relacionamento da rede com sua clientela;
Década de 90 – Inicia-se a informatização em toda rede de lojas, acompanhando a revolução digital. Cartões magnéticos, fitas cassetes, etiquetas de controle e códigos de barra são adotados. É lançado o Cartão Pernambucanas.


