Como estudado em outro artigo, o Vestido de Noiva branco nem sempre foi um padrão. Seja como for, o modelo em cor branca, creme ou perolada se tornou o mais popular entre as mulheres ocidentais já na metade do século XIX. A partir dessa história, acompanhe a seguir a evolução da peça no século XX.

O Vestido de noiva branco na viragem do século
A Rainha Vitória da Inglaterra (1819-1901) foi umas das principais responsáveis para essa mudança. O vestido que a rainha usou em seu casamento, em 1840, deu o que falar. Apesar de que o Vestido de Noiva branco já houvesse sido registrado em pinturas nos séculos anteriores, ele ainda não era a escolha mais comum entre as mulheres.
Desde então, a peça na cor branca passou a ser cada vez mais habitual. Logo no princípio do século seguinte a moda já envia entrado na ordem do dia.

O Vestido de noiva branco: a primeira metade do século XX
Em suma, o traje acompanhou a evolução da moda feminina ao longo do século XX. Posteriormente, as revistas de moda, o cinema e a televisão passaram a projetar os novos modelos. A grande inspiração era a alta-costura voltada às princesas do período.
Em seguida, já nos primeiros anos da década de 10, o Vestido de Noiva branco se tornou a escolha de boa parte das mulheres no ocidente. Principalmente nas grandes capitais, o modelo em diferentes cores já era considerado uma coisa do passado. Em contrapartida, é verdade que o novo padrão não era nem de longe a regra em regiões menos urbanas. Do norte da Europa, à Espanha, Estados Unidos da América ou mesmo no Brasil, coexistiam modelos tradicionais ainda presos à cultura local.
O vestido de noiva branco: dos anos 1900 aos 1910
Em outras palavras, a partir dessa época o uso do vestido de noiva branco já estava difundido na sociedade. Além disso, com o passar das décadas e a gradual mudança na vida das mulheres, a peça foi recorrentemente adaptada pelos estilistas de cada época.

A Belle Époque então influenciava o gosto das mulheres por babados, flores e volume. Todos esses elementos eram ainda marcados pelo uso de espartilhos, que acentuavam a sua cintura.
Nesse meio tempo, o movimento sufragista e a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiam no mundo. Como resultado, a crise que se seguiu e a luta por mais participação social e direitos às mulheres levaram a uma verdadeira revolução no armário feminino. Roupas mais funcionais e confortáveis passaram a ganhar cada vez mais espaço na sociedade – ainda que o estilo ainda fosse muito conservador e discreto.
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