O xadrez é uma das padronagens mais antigas da história. Desde que se tem registro dos primeiros padrões até os dias atuais, ele vem se reinventando na indumentária e na moda. Assim, marcou décadas, estilistas e até eras.
Atualmente, as diferentes versões de estampa xadrez estão conquistando as novas gerações. Certamente porque seu diferencial é dialogar com o momento de mudanças pelo qual passamos. Afinal, eles transitam entre vários estilos, servindo de inspiração desde mix de estampas até looks inovadores.


Saiba mais sobre os seis tipos mais famosos de xadrez e sua origem. Enquanto isso, dá uma olhada nos looks inspiradores que selecionamos.
Xadrez Tartã / Tartan
O nome tem origem no tecido Tartã. No entanto, também é conhecido como tartan. Ele nada mais é do que um tecido de lã com a trama bem fechada, mas de gramatura leve. O tecido é construído a partir do cruzamento das listras de diferentes cores e larguras. A princípio, na Idade Média, os fios de lã eram coloridos com pigmentos naturais de frutas, tais como: amoras, morangos e framboesas. Por isso, a cor vermelha se tornou grande característica do padrão.
Em primeiro lugar, a base dos tartans resulta da tecelagem de fios coloridos do urdume (vertical) e da trama (horizontal). Ou seja, a partir do cruzamento em ângulo reto no tear. Assim, os blocos resultantes criam o sett: linhas e quadrados de um padrão xadrez.
De acordo com a jornalista Dinah Pezzolo, em seu livro “Tecidos: Histórias, tramas, tipos e usos”, alguns clãs escoceses foram os responsáveis pela invenção do tartan. Isso porque, no início do século XVIII, eles desenvolveram um “código relativo ao vestuário” para “identificar e fortalecer a união dos seus clãs”. Desse modo, os kilts, tradicionais saias escocesas feitas de tartan, passaram a configurar a indumentária desses grupos.
Depois que a Segunda Guerra Mundial acabou, o xadrez tartan tornou-se popular, entrando de vez para o mundo da moda.


Curiosidades do Tartan:
O kilt foi proibido depois da Batalha de Colluden, em 1746. Dinah explica que ao ganharem a batalha, os ingleses baniram os trajes por 36 anos. Mesmo assim, foi só no século XIX que o traje e o tartan voltaram a ser símbolo cultural. A família real passou a se apropriar do padrão, chegando a criar um próprio, o “balmoral”.
Os trajes continuam representando os clãs escoceses. Aliás, o Musel Real da Escócia, em Edimburgo, mantém uma exposição com mais de 1.600 tartans diferentes. Dinah aponta ainda que “algumas empresas registram seus próprios desenhos de tartans para a identificação de produtos como uísques, fumo para cachimbo, biscoitos, entre outros.”
Clique nas fotos para ver imagens ampliadas: a trajetória do xadrez tartan.
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