Em um mundo onde o apelo midiático e a exposição da imagem é tão forte, conheça um pouco sobre alguns conceitos e teorias de análise para o estudo da Fotografia de Moda. Um universo muito mais complexo do que a primeira vista pode parecer, sendo que, para além da função estética, serve como documento histórico e de memória individual e coletiva.

As raízes da Fotografia de Moda
“Cada sociedade tem seu regime de verdade, sua“política geral” da verdade: Isto é, os tipos de discursos que ela aceita e faz funcionar como verdadeiros; os mecanismos e instâncias que possibilitam distinguir entre afirmações verdadeiras e falsas, o meio pelo qual cada valor é sancionado…” (Michel Foucault em Rabinow 1984:73).

Estudos recentes sobre as imagens fotográficas se deparam com a dificuldade em definir o que é a fotografia. Além disso, é complicado dizer a que classe de objetos ela pertence, e distinguir dentro do grupo de imagens uma tipologia que a classifique através de seus dispositivos técnicos, sua forma de representação e diversidade de uso.
Desde a sua aparição, a sociedade tem entendido a fotografia como um testemunho da verdade. Ou seja, a foto capta fragmentos visuais da realidade ao registrar as atividades do homem e da sua ação sobre a natureza. Sendo assim, é passível de ser base de análise de qualquer uma das ciências humanas.

Acima de tudo, ela sempre se prestou aos mais diferentes usos. Afinal, as fotos foram e continuam sendo um poderoso instrumento de difusão de idéias.
Desse modo, a depender do seu fim, as imagens podem inclusive causar a manipulação da opinião pública: o fragmento selecionado da aparência das coisas, das pessoas e dos fatos nos é imposto através da grande credibilidade que se dá à fotografia.
Como tal, é como se o fato tivesse sido congelado num dado momento.
A civilização da imagem










