
Em homenagem aos 50 anos da mais bem sucedida série cinematográfica, 007, segue uma aventura pela história dos ternos masculinos ao longo das 5 décadas do agente mais estiloso do cinema
Desde o primeiro filme, lá em 1962, James Bond é referência de estilo para os homens que buscam uma elegância clássica. Ternos, smokings e até mesmo as roupas mais casuais que vestiram os seis atores que já interpretaram o agente 007 – Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig – viraram desejo de consumo dos homens que almejam se vestir bem.
Ian Fleming, além de ter James Bond, também é creditado como o principal “culpado” do estilo do agente – dizem que ele teria se espelhado no seu próprio estilo para criar toda a elegância de Bond. Apesar das primeiras peças de roupa do 007 terem uma grande variedade, Fleming manteve uma característica constante – o peso dos ternos. Enquanto os britânicos usavam roupas bastante pesadas, o diretor manteve as roupas de James Bond com tecidos bem mais leves, algo que contrastava com os costumes da época.
Sean Connery, o primeiro James Bond do cinema, vestiu um terno simples, que ficou conhecido como “Conduit Cut”, mais ajustado na cintura e com dois botões. A intenção era criar o look de um homem bem vestido, mas que não se destacasse na multidão como um ícone fashion.
Com a chegada de George Lazenbye 1979, o segundo 007, o estilo do agente foi repaginado. A ideia era fazer um James Bond mais fashion e com outros tipos de roupa, além dos ternos. Jaquetas esportivas, blazers e blusões foram inseridos no figurino. O clássico terno Conduit Cut também foi revisitado e aparece com lapelas mais largas e bolsos com abas. A cartela de cores foi renovada – o agente chega a usar um terno branco, algo nunca imaginado na era Connery. Depois, com o retorno de Sean Connery, o estilo de James Bond permaneceu mais fashionista.
Em 1973 chega Roger Moore, o terceiro agente da série de filmes. Com a mudança, surgiu a necessidade de distanciar o personagem de Moore daquele vivido por Sean Connery. O terno Conduit Cut foi dispensado para dar espaço à moda dos anos 70, o que trouxe muitos looks em tons de marrom para 007. Os ternos, em geral, foram pouco usados nessa época – o personagem aparecia muito mais com calças e jaquetas esportivas.

O estilo clássico de James Bond
Já na era de Timothy Dalton, o quarto James Bond em 1987, os ternos aparecem mais simples e em tons mais discretos. O corte é mais solto e atlético, um reflexo do estilo da época, no final dos anos 80. Todo o charme estava no modo que Dalton usava o terno, com a camisa levemente aberta e a impressão de que a gravata havia se perdido, num clima de “sexta casual”.
Com um novo 007 em 1985, Pierce Brosnan, há também um trabalho muito mais focado no figurino de James Bond. Quem assume esse trabalho é Lindy Hemming, que chamou a atenção dos produtores com sua tese da faculdade, uma pesquisa sobre as roupas de 007.
Logo de cara Lindy já se depara com um desafio: por conta das cenas de ação, era preciso ter muitas e muitas cópias de cada terno de James Bond. Com agenda e orçamento apertados, seria impossível um alfaiate atender a esse pedido. É aí que entra em cena a marca italiana Brioni, que se propôs a doar cinquenta ternos para a produção. Em troca, queria apenas o privilégio de ter seu nome nos créditos. A partir dessa parceria, James Bond vestiu os ternos da Brioni por 15 anos. O modelo mais barato da grife fundada em Roma no ano de 1945 custa cerca de 4 mil euros, ou R$12.500,00, sendo que os melhores paletós, forrados com pele de chinchila, podem custar 40 mil euros.
O James Bond atual, interpretado pelo ator Daniel Craig, é vestido por Tom Ford, grife americana que virou a principal concorrência dos italianos e ingleses. A estética do figurino de James Bond segue a proposta das passarelas de Paris e Milão, com modelagem slim, isto é, modelagem bem ajustada ao corpo.
Fonte: Bond Lifestyle























