
Por Fábio Lemes-Coimbra
Para os mais ligados na indústria da moda, não é novidade que C, estilista da Dior – correção, ex-estilista da Dior – foi afastado de seu cargo devido a comentários anti-semitas e anti-raciais.
Para quem não esta a par do assunto, a história e a seguinte:
John Galliano, 50 anos, “Hispano-Britânico” que fora expatriado para França a trabalho, estilista da Christian Dior (situada em Paris-França, a marca é uma das, se não A Maior Casa de Moda e Alta Costura do Mundo) foi acusado de ter proferido comentários anti-semitas como, por exemplo, “Todos vocês poderiam morrer de gás” (referente às câmaras de gás utilizadas nos campos de extermínio durante a 2ª Guerra Mundial) entre muitos outros, tais como comentários para os asiáticos: “Voltem para sua terra de origem”.
Mesmo tendo um dos mais criativos e talentosos estilistas das ultimas décadas, a Casa Dior primeiramente afastou o estilista e, após averiguar a veracidade dos acontecimentos (algumas registradas em vídeo), condenou de forma incondicional os comentários de Galliano, acarretando assim sua sumária demissão.

John Galliano e suas criações para Dior – Fotos: Frillr e Portal Chiquérimo
A atitude da Dior foi memorável, tamanho o exemplo da fibra moral e dos valores que a marca perpetua. Leva-me a crer que sim, ainda existem marcas que se preocupam tanto com o ser humano, quanto com o lucro dos acionistas, além é claro, o zelo da imagem da marca. É um sinal de respeito tanto para a história da Dior (que passou por maus bocados nas mãos de guerras e conflitos) quanto para as milhares de vitimas da 2ª Guerra Mundial, pregando assim a TOLERÂNCIA ZERO para qualquer forma de preconceito.



