Editores de revistas de moda são sempre sinônimos de status. Eles são os bã bã bãs da moda, ajudam a eleger as tendências das temporadas, escolhem as modelos da vez, frequentam as primeiras filas de desfiles … Porém, grande parte deles são conhecidos também por ter personalidade forte e mau humor. Mas, de onde será (melhor, de quem será) que veio esta fama?
A percussora do trabalho duro, zero glamour e muita polêmica é Diana Vreeland, que esteve por 25 anos na Harper’s Bazaar e 9 anos como editora de moda da Vogue US. Há boatos de tudo começou no Roof, em Nova York, quando Carmen Snow (já na Harper’s Bazaar) viu Diana dançando ao lado de seu marido, um banqueiro de sucesso, com um vestido Chanel e teve a intuição de que aquela mulher elegante seria ótima colaboradora para a revista.
Diana Vreeland no auge dos anos 80
Foi então que no ano de 1936, Diana Vreeland passou a assinar a coluna “Why Don’t You” para a Bazaar. Seus textos traziam dicas para lá de absurdas como “Por que você não usa três diamantes no cabelo como a Duquesa de Windsor?”.
Why Don’t You? A primeira coluna de Diana na Bazaar
Mas, é no ano de 1939 que ela se torna a primeira editora de moda do mundo, dando vida a uma série de editoras que viriam depois, como Anna Wintour, conhecidas pelo gênio difícil e trabalho impecável. “Sei o que elas vão usar, antes de elas usarem. O que vão comer, antes de comerem. E até mesmo para onde vão, antes mesmo de o lugar existir”, afirmou Vreeland sobre as leitoras das revistas femininas.
A editora ajeita o cabelo da modelo antes de uma foto, no auge dos anos 60
Entre as manias de Diana, suas bijuterias barulhentas, que serviam também para avisar as assistentes quando estava chegando. Ela também odiava reuniões, por as julgava inúteis.




