A marca Balenciaga é um dos grandes nomes do mundo da alta-costura. O seu idealizador, Cristóbal Balenciaga, criou peças com formas e movimento singulares. Além de um verdadeiro arquiteto do arquétipo feminino, o estilista foi um indivíduo intrigante. Assim, para descobrir o porquê, conheça mais sobre a sua vida e obra.

Vida e obra de Cristóbal Balenciaga
Nascido no dia 21 de janeiro de 1895 em Guetaria, no país basco, ao norte da Espanha, Cristóbal Balenciaga vinha de uma família sem recursos – o seu pai era um pescador e a sua mãe uma costureira.
Ali, ainda jovem, ele conheceu Micaela Elío y Magallón, a Marquesa de Casa Torres. Essa senhora, pertencente à elite local, foi a grande incentivadora para que o jovem viesse a se tornar um estilista.
A marquesa descobriu o talento do jovem logo cedo. Afinal, Cristóbal lhe desenhou um primeiro vestido com apenas 12 anos! Desde então, ele passou a frequentar um ateliê de Madri, onde veio a aprender a alfaiataria.

Não demorou muito para a sua vida entrar de vez no trilho do mundo da moda. Assim, Balenciaga abriu a sua primeira casa de costura, em São Sebastião, também no país basco, logo em 1915, aos 20 anos.
Como resultado do seu sucesso, poucos anos depois o estilista se transferiu para a capital espanhola, Madri.
O início da carreira: Cristóbal Balenciaga nos anos 30

Nesse meio tempo, Cristóbal Balenciaga já era considerado o melhor costureiro que havia na Espanha. Dessa forma, ainda na década de 30 o estilista decidiu se mudar para Paris. Afinal, a cidade francesa era então a capital da alta-costura no mundo.
Muito antes do “New Look” de Christian Dior causar furor, as suas criações começaram a atrair as damas da alta sociedade e as atrizes mais famosas do mundo. Assim, a sua maison, no número 10 da avenida George 5º em Paris, estava sempre cheia de mulheres elegantes e mundialmente conhecidas.

O arquiteto da alta costura
‘Escultural’ é uma palavra que muitas vezes é usada quando se refere a Balenciaga, e por boas razões.
Balenciaga, nascido no País Basco e numa época em que os ricos contratavam costureiras, cresceu trabalhando ao lado de sua mãe, que era uma dessas costureiras, e formou-se alfaiate. Sua compreensão de roupas e a forma como todos os seus meandros funcionam – como os tecidos, as costuras, os pontos se juntam – transmite uma habilidade técnica mais frequentemente vista no plano mestre de um arquiteto.
Essa experiência como alfaiate permitiu que o espanhol não só desenhasse os próprios modelos, como que também os cortasse, armasse e costurasse. Afinal, não eram muitos os estilistas que tinham essas habilidades.
De fato, a perfeição do corte das suas roupas era tanta que os especialistas consideravam a sua arte similar à arquitetura. Assim, com a fama, o estilista se consolidou num círculo privilegiado como o grande mestre da moda de luxo.



























