
A década de 60 é considerada a década da juventude e também do futurismo com o homem pisando na lua.
A década teve seu início marcada pela geração de jovens, filhos do chamado “baby boom”, que vivia no auge da prosperidade financeira, em um clima de euforia consumista gerada nos anos do pós-guerra nos EUA. Começou com grandes mudanças no comportamento, iniciada com o sucesso do rock and roll e o rebolado frenético de Elvis Presley, seu maior símbolo, nos anos 50.
Em novembro de 1962 é gravado o primeiro disco dos Beatles intitulado Please, Please, Me. O lançamento ocorre em março de 1963. Esta década foi marcada pelo grande sucesso musical desta banda de rock.

Havia uma verdadeira explosão de juventude em todos os aspectos. Era a vez dos jovens, que influenciados pelas ideias de liberdade “On the Road” (título do livro do beatnik Jack Keurouac, de 1957) da chamada geração beat, começavam a se opor à sociedade de consumo vigente. A invenção da pílula anticoncepcional, as moçoilas abandonaram as saia rodadas e volumosas de Dior e anunciavam sua liberdade com as calças cigarretes e a minissaia, a grande vedete da década – inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges sua criação.

Nesse cenário, a transformação da moda iria ser radical. Conscientes desse novo mercado consumidor e de sua voracidade, as empresas criaram produtos específicos para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda, não mais derivada dos mais velhos. Aliás, a moda era não seguir a moda, o que representava claramente um sinal de liberdade, o grande desejo da juventude da época.
O unissex ganhou força com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking (lançado para mulheres por Yves Saint Laurent em 1966).

Algumas personalidades de características diferentes, como as atrizes Jean Seberg, Natalie Wood, Audrey Hepburn, Anouk Aimée, modelos como Twiggy, Jean Shrimpton, Veruschka ou cantoras como Joan Baez, Marianne Faithfull e Françoise Hardy, acentuavam ainda mais os efeitos de uma nova atitude. Jaqueline Kennedy é outro ícone desta década.
No Brasil, o grupo “Os Mutantes”, formado por Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Batista, seguiam o caminho da contracultura e afastavam-se da ostentação do vestuário da Jovem Guarda, em busca de uma viagem psicodélica.
No final da década ganha força o movimento hippie com o Festival Woodstock realizado em 1969.
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A moda dos anos 60 é totalmente futurista influenciada pela corrida espacial que culminou com o homem pisando na lua em 1969

A moda é sempre feita de movimento e contra movimento. Enquanto o homem pisa na lua, o Festival de Woodstock aqui na Terra propaga o movimento hippie que é inteiro voltado para a natureza com pés bem no chão, mas essa já é uma outra história, a dos anos 70

Marco máximo do movimento hippie, o Festival de Woodstock foi um evento de paz, amor… e música. Durante os três dias do evento, que foi realizado entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969 em uma fazenda na comunidade rural de Bethel (NY), 31 atrações musicais passaram pelo palco do festival, incluindo apresentações lendárias como as do guitarrista Jimi Hendrix e a da cantora Janis Joplin.
Características da moda dos anos 60
A moda dos anos 60 tinha uma essência futurista, por influência da corrida espacial. Estampas geométricas, silhuetas trapézio e grafismo.
O começo da década é marcado pela elegância da Jaqueline Kennedy, com formas mais clássicas. Já final dos anos 1960 foi exatamente o oposto: cores brilhantes, girando. Psicodélico, tie-dye camisas e cabelos longos e barbas eram comuns.




















