O último dia do DFB Festival 2026 começou nesta sexta-feira (12) em um dos cenários mais simbólicos de Fortaleza: a Ponte dos Ingleses, na Praia de Iracema. Logo depois de quatro dias de programação intensa, o evento concluiu mais uma edição histórica ao ocupar diferentes espaços da capital cearense e reforçar o protagonismo da cidade como um dos principais polos criativos do país.
Integrado às comemorações dos 300 anos de Fortaleza, o festival transformou locais emblemáticos como a Rua dos Tabajaras, o Estoril, a Ponte dos Ingleses e o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura em palcos para a moda, a arte e a cultura. A programação final reuniu estilistas consagrados, marcas emergentes, assim como iniciativas voltadas à valorização do fazer artesanal. Ainda mais, o encerramento ainda contou com o aguardado desfile de Lino Villaventura e o show de Fernanda Abreu. Continue lendo a fim de saber mais!
Lino Villaventura

Responsável por abrir o último dia de desfiles, Lino Villaventura levou à passarela a coleção “Fractal: Gênese Infinita”, uma reflexão visual sobre a repetição de padrões presentes na natureza. O estilista explorou a ideia de um caos organizado por meio de texturas táteis, volumes esculturais e construções minuciosas.
Cada peça parecia reproduzir, em escala reduzida, a mesma lógica estrutural observada no conjunto da coleção. Pequenas nervuras feitas manualmente ecoavam as formas monumentais dos vestidos, enquanto sobreposições de jacquards, sedas metálicas e diferentes materiais criavam superfícies ricas em detalhes. As emendas aparentes, longe de serem ocultadas, assumiam protagonismo e reforçavam a inspiração nos sistemas fractais naturais.
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Mãos da Moda
O projeto Mãos da Moda apresentou duas coleções que evidenciaram a potência do trabalho colaborativo e da criação autoral.
Em primeiro lugar, a Inttuí levou à passarela “Pele do Céu”, proposta que estabeleceu um encontro inusitado entre universos artísticos distintos. Afinal, a coleção buscou aproximar as linhas arquitetônicas de Lina Bo Bardi da expressividade visual de Heitor dos Prazeres. Como resultado, as peças combinaram estrutura e movimento, traduzindo em roupa a riqueza cultural de duas referências fundamentais da arte brasileira.

Já a marca Morada apresentou “Gira”, coleção que parte de elementos tradicionais para construir uma linguagem contemporânea. Com peças confeccionadas em jeans 100% Tencel, rami e linho, a proposta encontrou inspiração nas pombas-giras presentes na umbanda e no candomblé. Silhuetas fluidas e materiais naturais ajudaram a traduzir a força simbólica e a espiritualidade que orientaram a criação.








