Se você já entrou em sites como Shein e AliExpress, certamente já reparou como alguns produtos são bem mais baratos nessas lojas do que no comércio brasileiro. Isso acontece porque havia uma isenção de alguns impostos para compras internacionais. Agora, o governo instituiu uma medida que ficou conhecida como taxa das blusinhas.
Mas, afinal, vai continuar valendo à pena comprar roupas no comércio internacional? Isso vai realmente ajudar o mercado brasileiro? Nesse sentido, o Fashion Bubbles trouxe a opinião de alguns advogados sobre o assunto. Além disso, também explicamos o que é essa cobrança, como ela funcionará e quando começa a valer.
O que é taxa das blusinhas?
O Governo Federal aprovou a nova “taxa das blusinhas” na penúltima quinta-feira (27). A PL 914/24 determina a cobrança de 20% de impostos sobre nas compras internacionais abaixo dos US$ 50. Além disso, há a tributação de 17% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) em todos os produtos.
Mas vamos descomplicar: a partir de 1º de agosto, prepare-se para pagar um pouquinho mais por aquela blusinha da Shein ou aquele acessório do AliExpress. Porém, calma, a medida não se aplica a medicamentos!

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A grande dúvida que paira no ar é: vale a pena continuar comprando fora do Brasil? A resposta depende de diversos fatores, como o valor total da compra, o frete e o preço do mesmo produto no mercado nacional.
Para compras mais baixas, o impacto da taxa pode ser significativo, tornando o negócio menos vantajoso. Já para itens com preços mais altos (abaixo dos US$ 50), a diferença pode ser menor, especialmente se você considerar a praticidade e a variedade de opções que as plataformas internacionais oferecem.
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Como vai funcionar a taxação das blusinhas?
A “taxa das blusinhas” funcionará da seguinte maneira: compras de até U$ 50 dólares, que antes eram isentas, agora terão uma tarifa de 20%. Para compras entre U$ 50,01 e U$ 3 mil, aplicará uma taxa de importação progressiva de 60%.

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Por exemplo, se alguém comprar um produto de U$ 150, os primeiros U$ 50 serão taxados em 20%, enquanto os U$ 100 restantes serão tributados em 60%.
As plataformas têm um prazo para se adaptarem, de modo que cobrem o imposto diretamente na hora da compra, de maneira transparente para o consumidor.
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