Maior concurso de moda voltado para estudantes do Brasil, o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores acaba de revelar seus cinco finalistas. Assim, um representante de cada região do país vai disputar a grande final com o desfile da coleção completa de cada um, durante a Casa de Criadores, em São Paulo, no fim do segundo semestre.
Nesta edição, o concurso recebeu 776 inscrições de estudantes de moda de todo o país. “O Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores tem se consolidado como um espaço potente de formação e visibilidade para estudantes de todo o país. Receber mais de 700 inscrições demonstra não apenas o alcance do projeto, mas o interesse crescente por uma moda conectada à origem, à responsabilidade e à inovação”, afirma Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão.
De acordo com André Hidalgo, idealizador, fundador e diretor artístico da Casa de Criadores, a iniciativa reforça o compromisso da plataforma com a formação de novos nomes da moda nacional. “A Casa de Criadores nasceu para dar palco a quem está começando, e esse desafio é a tradução exata disso: jovens talentos construindo uma moda autoral, conectada às suas histórias e aos seus territórios. É esse olhar que move a moda brasileira para frente”, destaca.
Quem são os Finalistas do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores?
Cada projeto apresenta uma leitura singular sobre o corpo, o território e a memória, transformando o algodão em linguagem estética e narrativa. Conheça em seguida os cinco finalistas e os conceitos das coleções que vão disputar a etapa final do concurso:
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NORDESTE – Daniel dos Santos e Santos

Senai Parangaba | Professora orientadora: Claudia Correia
Com a coleção “Festa no Céu”, Daniel dos Santos e Santos assina um projeto autobiográfico que estabelece um paralelo entre o desenvolvimento da ave guará e a construção de um corpo que aprende, ao longo do tempo, a existir com liberdade.
Inspirado em memórias do litoral maranhense onde cresceu, o estudante traduz um percurso que vai da contenção à expansão: silhuetas estruturadas, que remetem a uma gaiola, dão lugar a texturas orgânicas e volumes que simulam penas em formação.
Desenvolvida a partir do algodão – em macramê, superfícies têxteis e tule -, a coleção tem o vermelho como cor de ápice, inspirado no guará, simbolizando maturidade e coletividade. “‘Festa no Céu’ não é sobre aprisionamento, e sim sobre revoada”, resume o estudante.






