
Muito se falou sobre o fim do desfile da Victoria’s Secrets e a sua relação com os novos consumidores. Para além das polêmicas, o que será que esse fato nos mostra sobre os modelos de negócios do futuro? Conversamos com Camila Panades, estilista e criadora da Pajaris para compreender melhor os desafios e as apostas para a indústria nos próximos anos.
O que muda com o fim o desfile da Victoria’s Secrets?

Quem cresceu vendo as angels desfilando com as peles bronzeadíssimas e o corpo no limite da magreza certamente já sentiu o impacto desse ideal de beleza.
No caso da Victoria’s Secrets, a aspiração ao ideal era parte fundamental do branding. Branding, esse, que talvez tenha demorado demais para captar o sinal dos novos tempos. Afinal, a mesma imagem que alçou a marca ao topo também pode ter sido responsável pelo seu declínio.
Ao comentar sobre esse fato, muitos veículos noticiaram o fim do evento como uma vitória da diversidade. No entanto, resolvemos explorar a questão por um novo panorama. Assim, além de tudo que já foi dito, levantamos uma questão: o que o fim do desfile da Victoria’s Secrets nos mostra, sobre os novos modelos de negócios para a moda?
O declínio do modelo de negócios Victoria’s Secrets em números
No ar desde 1999, o desfile anual VS Fashion Show já foi considerado o ponto mais alto da carreira de uma modelo. Integrar o seleto time de angels era um sonho, que rendia fama instantânea e contratos milionários para as estreantes. Gisele Bundchen, Alessandra Ambrosio e Adriana Lima, por exemplo, foram algumas das brasileiras que tiveram suas carreiras fortemente impactadas por esse fenômeno.
Com o passar dos anos, o evento tentou manter a pompa, enquanto perdia o seu encanto. Alvo de inúmeras críticas, a Victoria’s Secrets passou a ser acusada de manter um padrão de beleza inatingível. Nos últimos anos, a diversidade passou a ser palavra de ordem na Internet e a marca se viu rodeada por muitas polêmicas.









