O desfile Pre-fall da Dior Men 2021 entregou muita sofisticação. A atmosfera da passarela ficou vibrante de otimismo com imagens galácticas. Somado a isso, referências simbólicas e culturais da geração Z traduzem o espírito do tempo atual.
O designer Kim Jones assumiu a linha masculina em 2018. Assim, ele quebrou regras, reinventando a estética. Dois anos depois, a Dior Men só cresce. Consequentemente, se tornou uma das principais grifes do segmento.
Sua grande característica é a potência de traduzir o momento. Para entender o porquê, é preciso analisar as últimas mudanças no masculino internacional.
Dior Men 2021 e a geração Z
De acordo com nossa editora, Denise Pitta, a moda tem como função representar o tempo presente, captando seu espírito. Desse modo, reflete todo o contexto que vivemos em elementos visuais que traduzem em cor e forma, a emoção vigente em cada período. Pra ela, a moda também estuda e registra as manifestações do novo na cultura.

Seguindo essa lógica, é preciso compreender que atualmente, a geração Z assumiu o lugar de grande influenciadora da moda. Isto significa que os novos influencers estão reinventando a cultura Pop. Da mesma forma, o comportamento do consumidor vem tomando novos rumos, assim como os desejos do consumidor do futuro.
Nesse contexto, pautas como sustentabilidade e diversidade se destacam, a moda precisou inventar novas formas de produzir e vender.
Simultaneamente, a facilidade de acesso a novas tendências criou um espaço para uma moda mais democrática. Ou seja, as marcas alcançam maior número de pessoas.
A juventude passa a desconstruir uma série de valores. A masculinidade é um exemplo. Antes ela estava ligada ao estereótipo de homem poderoso. Agora, ela se associa a expressão e sensibilidade estética. Tanto que no Verão 2021, a Dior também havia trazido a temática de diversidade através de uma parceria com o artista ganense Amoako Boafo.
Além disso, há o reconhecimento do público LGBTQ como grande consumidor do mercado de luxo. Assim, gera destaque e visibilidade para o grupo.
A reinvenção da Dior Men por Kim Jones
É nesse cenário que Kim Jones desconstrói a alfaiataria de luxo da Dior Men. No lugar das modelagens conservadoras, ele aplica fluidez e formatos mais secos. Por outro lado, ele utiliza estampas e materiais enraizados na cultura pop da nova geração. Isso faz com que as roupas emanem contemporaneidade.
Jones também valoriza as características principais da estética Dior, garantindo a identidade da marca. Só para ilustrar, o designer fez uma releitura da silhueta do New Look em uma jaqueta utilitária da coleção. Criado em 1947, o conjunto é, até hoje, um dos grande ícones do feminino da marca.
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Pre-fall – Quando o mundo colide
Jones convidou para a coleção o artista contemporâneo Kenny Scharf. A escolha foi muito assertiva porque a estética Pop dialoga diretamente com a geração Z. Dessa forma, o designer reviveu obras antigas do artista. Como resultado, o grafite, as cores vibrantes e a vibe psicodélica ilustram as roupas.























