O 3º dia do DFB Festival 2026 consolidou mais uma vez o evento como um dos principais encontros entre moda, cultura e economia criativa do país. Realizada nesta quinta-feira (11), a programação ocupou diferentes espaços da Praia de Iracema, em Fortaleza, reunindo estilistas, coletivos, marcas independentes e projetos sociais que apresentaram coleções marcadas por narrativas afetivas, inovação e valorização dos saberes artesanais.
Entre os destaques da noite estiveram a estreia da parceria entre o Dragão Fashion Brasil e o Nordestesse, a comemoração dos 25 anos de trajetória de Lindebergue Fernandes no evento e uma série de desfiles que exploraram temas como sustentabilidade, pertencimento, memória familiar e transformações sociais. Em comum, as apresentações reforçaram o potencial da moda nordestina como ferramenta de expressão artística, preservação cultural e geração de oportunidades.
Jô de Paula

Com a coleção “Pedaços de Mim – Uma Cartografia Pessoal”, Jô de Paula transformou a passarela em uma homenagem às mulheres que marcaram sua trajetória ao longo de 30 anos de carreira. Avós, mãe, tias, irmãs, amigas, artesãs e parceiras de trabalho serviram de inspiração para um desfile carregado de emoção e significado.
Tecidos naturais como linho, algodão, organza, cambraia e tule foram trabalhados por meio de técnicas artesanais tradicionais, incluindo bordados feitos à mão, renda filé e labirinto. O resultado foi uma coleção delicada, que evidenciou a importância da memória afetiva e do trabalho manual na construção da identidade da marca.
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Vai Maria por Cândida Lopes

A coleção “Mar de Sonhos”, assinada por Cândida Lopes para a Vai Maria, marcou um momento histórico no festival. O projeto tornou-se o primeiro negócio social a desfilar no DFB, ampliando assim o debate sobre inclusão e impacto positivo dentro da indústria da moda.
A sustentabilidade também teve papel central na apresentação. Afinal, as peças foram confeccionadas com algodões certificados e materiais provenientes de cadeias produtivas comprometidas com práticas ambientalmente responsáveis e com a valorização dos trabalhadores rurais.
Mãos da Moda
O bloco Mãos da Moda reuniu diferentes propostas criativas desenvolvidas por coletivos e marcas que trabalham em parceria com grupos artesanais.
Em primeiro lugar, inspirada na obra do artista pernambucano Tunga, a Carnavália apresentou “Trama Delírio”, coleção marcada por referências a tranças, cordas e redes. O macramê apareceu como protagonista, acompanhado por crepes, malhas e bordados com pedrarias que reforçaram o caráter escultórico das peças.

Enquanto isso, a Teroy13 trouxe “Vertigem”, uma coleção que aproxima universos aparentemente opostos: o clubber wear e o bordado artesanal. O processo criativo exigiu inovação técnica das Mulheres do Algodão de Guanambi, que inclusive desenvolveram um novo ponto de bordado para trabalhar sobre materiais como corino, sarja, jeans e tricoline.









