Nas últimas horas, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) declarou que o Brasileirão 2022 teve 13 partidas manipuladas por investidores e jogadores. Dessa forma, o Tribunal de Justiça Goiano acatou a denúncia e tornou réus sete jogadores e outros sete acusados no esquema de apostas.
A investigação deu início na fase 3 da Operação Penalidade Máxima e sete atletas foram citados pelo juiz Alessandro Pereira Pacheco, da 2ª Vara de Repressão ao Crime Organizado e Lavagem de Capitais. Dito isso, Alef Manga, do Coritiba; Dadá Belmonte, do América-MG; Igor Cariús, do Sport; Jesus Emiliano Flores, ex-Coritiba; Pedrinho, ex-Athletico; Sidcley Ferreira Pereira, ex-Cuiabá, e Thonny Anderson da Silva Carvalho, ex-Coritiba.
Contudo, os quatro últimos citados estão sem clube, mas outras sete também tiveram os nomes envolvidos, todos identificados como apostadores. Bruno Lopez; Ícaro Fernando Calixto dos Santos; Luis Felipe Rodrigues de Castro; Romário Hugo dos Santos, o Romarinho; Victor Yamasaki; Thiago Chambó Andrade e Cleber Vinicius Rocha.
Jogos do Brasileirão envolvidos em esquema de apostas

Após uma série de denúncias, o Ministério Público de Goiás identificou 13 partidas do Brasileirão 2023 que tiveram esquemas de apostas. Ou seja, depois de declarar todos os envolvidos nos jogos, também divulgou os confrontos que houve investimentos além do habitual nas casas de jogos online.
De fato, o MP-GO declarou que os esquemas iniciaram a partir da 25ª rodada da temporada 2022. Na ocasião, os agenciadores passaram a procurar jogadores oferecendo dinheiro para que eles recebessem cartões amarelo e um deles para ser expulso. Contudo, não são apenas atletas de clubes de baixo investimento.
Inclusive, informações publicadas pela justiça garantem que a quadrilha chegou a receber R$ 720 mil. Além disso, os envolvidos irão responder pelos crimes previstos nos artigos 198 e 199 da Lei Geral do Esporte, que envolvem a oferta e o recebimento de vantagem patrimonial pela prática de ato de manipulação de resultado de competição.


