O tão esperado momento chegou para os trabalhadores brasileiros de carteira assinada: o recebimento do 13º salário, levantando a questão de como usar esse benefício de forma eficaz. Ele é pago em duas parcelas anuais, geralmente nos meses de novembro e dezembro. No primeiro pagamento, o funcionário recebe 50% do salário bruto, isento de descontos.
O cálculo também inclui outras verbas salariais, como horas extras, adicionais e comissões. “Muitas pessoas fazem planos com esse dinheiro antes mesmo de recebê-lo, mas diante de um mês repleto de promoções, é imprescindível avaliar suas prioridades e ter planejamento estratégico para não prejudicar sua saúde financeira”, orienta André Oliveira, CEO da CredFácil e especialista em serviços financeiros, seguros e financiamento.
Como usar o 13º salário?
Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), quatro em cada dez brasileiros adultos estavam negativados em maio de 2024, o que representa 68,76 milhões de consumidores.

Usar o 13º salário para pagar dívidas
O 13º salário é um reforço financeiro, então para não se afundar em dívidas, o primeiro passo é entender como está a sua vida financeira no momento e se houver pendências, o ideal é destinar uma parte dele para quitá-las.
“Não deixe que suas contas se tornem uma bola de neve. Faça uma lista com as dívidas pendentes e encontre a de maior risco, por exemplo, um boleto de cartão de crédito, que pode ultrapassar 300% de juros ao ano.
Soluções que você pode buscar é a portabilidade que consiste na troca de uma dívida muito cara por outra com juros menores. Correspondentes bancários podem te auxiliar a encontrar uma nova instituição financeira com condições de pagamentos mais favoráveis”, aconselha Oliveira.
- Ao mesmo tempo, leia Qual é o melhor investimento para quem tem pouco dinheiro? 6 dicas da Nath Finanças para começar a investir
Para investir
Para aqueles que as finanças estão equilibradas, investir torna-se uma decisão inteligente, pois assegura uma renda extra, independentemente do prazo — curto, médio ou longo.

“Se você já possui o hábito de investir ou já realizou pelo menos uma aplicação e entende como o mercado funciona, há opções que podem oferecer lucros maiores do que as de baixo investimento.
No entanto, é importante lembrar que os riscos também aumentam. Estude o assunto minuciosamente antes de realizar qualquer aplicação”, alerta o especialista.




