
Stephansdom
A Semana Santa poderá ser ainda mais santa em Viena!
Visitar Viena é como conhecer uma senhora de idade, muito bonita, elegante, aristocrática, tradicional, culta, com muito talento artístico e muita história para contar. Você se encantará com a cidade à primeira vista e, apesar de todas as referências que temos com sua produção cultural da música clássica à psicanálise de Freud, só é possível ter alguma intimidade com Viena visitando seus bairros, palácios, igrejas, monumentos, teatros e restaurantes para assimilar sua cultura com registros desde 500 a.c…
A Áustria tem uma localização privilegiada, no coração da Europa e fronteiras com Itália, Suíça, Alemanha, Rep. Tcheca, Eslováquia, Hungria, Eslovência e Croácia. Viena, localizada no noroeste da Áustria pode servir de base para quem quer explorar importantes cidades do Leste Europeu: Praga, Budapeste, Zegreb, Batislava e também Salzburgo e Munique, na Alemanha.
O rio Danúbio (Donau, em alemão), da valsa de Strauss, o Danúbio Azul, corta a cidade e ainda é um dos maiores símbolos da cidade e muito importante para economia local. No rio Danúbio vale a pena fazer um cruzeiro durante o verão e visitar o restaurante rotatório localizado em uma torre de metal de 287 metros.
Hoje, a cidade com quase 2 milhões de habitantes, vivendo muito concentrada em pouco mais do que 415 km2, é um importante centro de música erudita com referências que nos tocam na lembrança e na alma com os clássicos vienense, Franz Schubert, Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart, Beethoven e também Franz Liszt, Johannes Brahms, Johann Strauss(pai), Johann Strauss (filho), Franz Lehar, Joseph Lanner, Anton Bruckner, Gustav Mahler.
Na arte, Gustav Klimt (1862-1918) representante do movimento Art Nouveau da Áustria e fundador do Movimento de Secessão de Viena, famoso por obra O Beijo (Der Kuss, em alemão). Outro morador ilustre foi Sigmund Freud (1856-1939), o pai da Psicanálise, contemporâneo da Impreratriz Sissi (1837-1898), que viveu, trabalhou e atendeu pacientes por quase 50 anos no Rua Berggasse no. 19, hoje Museu Casa de Freud (Aos psicanalistas, este endereço é visita obrigatória!).
Visitar Viena é fazer uma viagem no tempo e conhecer algumas das mais belíssimas contruções da Europa. Localiza-se na cidade de Viena uma das maiores catedrais góticas medievais, a Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom), um grande exemplo da arquitetura medieval do século XI; as marcas da renascença do reinado de Maximiliano I são encontradas no Schweizertor, enquanto os palácios de Karlskirsche e Belvedere (Palácio do Príncipe Eugênio), são legítimas representações do Barroco.
O Palácio Schoenbrunn (Leopoldo I) retrata o período rococó de tranquilidade, riqueza e excelente administração da Impreratriz Maria Teresa, mãe da Imperatriz do Brazil, Leopoldina. Viena também conta com o Ringstrasse, uma particularidade arquitetónica idealizada e construída no século XIX, tendo como influência o nascente modernismo (planeamento urbano e resignificação espacial da cidade).
Há em Viena registros desde 500 a.c., como assentamento Celta e posteriormente disputada por povos Bárbaros e impérios Mongóis, Romanos e Otomanos. Durante o Império Romano foi transformada em uma fortificação, e no século X tornou-se posse da dinastia alemã do Babenberg (durante 300 anos) quando tornou-se importante centro comercial. No século XIII, teve o início da Dinastia do Habsburgso que durou até 1914, período em que os invasores turcos devastaram os arredores, e somente em 1683, após serem derrotados, Viena teve grande progresso.
No século XVIII, foi pólo imperial e cultural e posteriormente vulnerável pela invasão de Napoleão Bonaparte em 1809 (este casou-se com a filha do Imperador da Áustria, Marie Louise, Duquesa de Parma) e pela revolução de 1848. Em 1867 formou-se o Império Austro-Húngaro e Francisco Jose I e Elizabeth da Baviera (conhecida como Imperatriz Sissi) são coroados também como reis da Hungria. Viena foi palco da primeira e segunda guerra mundial, sendo anexada pelos Alemães em 1938 e, depois da derrota de Hitler 1945, passou pelo controle das tropas aliadas reconquistando sua independência somente em 1955.
Roteiro
Roteiro de 5 dias: Na semana santa, Viena pode ser uma excelente opção para quem consegue emendar a semana. Os concertos e missas nas diversas igrejas barrocas e medievais poderão ser grande espetáculo, além de proporcionar recolhimento da alma.
Viena tem 23 distritos, mas iremos nos concentrar em 6 bairros nos arredores da Ringstrasse (uma avenida em forma de anel que circunda a cidade. Esta cidade eleita em 2007 como a melhor cidade para viver é muito agradável de se explorar a pé, entretanto será bastante conveniente, nos dias de muito frio ou cansaço fazer uso dos taxis (a maioria dos carros são mercedes benz muito confortáveis) ou de seu eficiente sistema de transporte – Metro ou tram (parece um bonde moderno).

Mosaicos do teto da Stephansdom, vistos do Sky Cafe
Primeiro dia: Stephansdom – Este bairro que leva o nome da maior catedral gótica-medieval é o coração de Viena. Mesmo se você caminhar desordenadamente pelas ruas medievais poderá apreciar 2000 anos de dominação romana (escavação revelaram muito deste tempo). Sugerimos uma visita com tempo a Catedral Stephansdom (São Estevão), ao Museu da Catedral, Academia de Ciências, Palácio do Príncipe Eugênio, Museu de Artes Aplicadas e o antigo Bairro Judaico. Visite a Hoher Market, praça medieval mais antiga que abriga uma grande feira e veja e ouça o grande Relógio Anker. Muito próximo você poderá ir ao Museu do Relógio localizado no antigo Palácio Obizzi ou no Museu de Bonecas e Brinquedos.
Caso você tenha a sensação de que não foi possível visitar tudo, não se preocupe pois Stephansdom é passagem obrigatória do mundo antigo ao moderno e todas as lojas famosas se localizam neste baixo. Certamente você caminhará muitas vezes pelas ruas charmosas com prédios de arquiteturas incríveis.









































