
Encerrou no último sábado, dia 28 de janeiro, a segunda edição do Sul Fashion Week. Desde sua estreia, a proposta da semana de moda do sul é ser um evento completo, com espaço para negócios, desfiles e uma programação educativa, para atender às necessidades dos diferentes nichos que compõem o setor. Apesar de boa aceitação e receptividade em 2011, é nítida a satisfação do público com a segunda edição. A oportunidade de se relacionar com o crescente mercado da região sul é o que trouxe grandes grifes nacionais como Uma, Iódice, Huis Clos, Doc Dog, Folic, Richards e Maria Garcia. “Esse é o primeiro evento [no estilo feira] que participamos e estamos muito contentes,” afirma Carolina Munhoz, marketing da Doc Dog. “Além de fazermos contato com novos compradores, agendamos visitas com clientes da região sul no showroom do evento, por achar o ambiente adequado. Foi uma boa estratégia para nos aproximar ainda mais do mercado.”
Da mesma maneira, o evento abre possibilidades para marcas que pretendem fortalecer sua imagem e se lançar mais agressivamente no mercado. É o caso da gaúcha Anna Karenina, que além de expor no showroom, fez sua estreia na passarela do Sul Fashion Week. Voltada para a moda feminina, a marca atrai consumidores com perfil diferente do público Doc Dog, mas chamou a atenção dos compradores com a mesma intensidade. “O evento foi muito positivo, sem dúvidas. Recebemos muitas visitas no estande, abrimos novos canais de relacionamento com lojistas diferentes. E ainda participamos dos desfiles, o que garante uma ótima exposição!” exclama Anna Karina Zanol Northfleet, fundadora e estilista da marca.

Além do vestuário, a grande presença de marcas de acessórios fortaleceu o salão de negócios, complementando ao mix de produtos oferecidos pelo evento. Jovens designers com criações autorais e reconhecidas grifes do segmento se destacaram no showroom perante compradores que procuram completar suas compras de inverno.
Fora da área business, a plataforma de informação de moda foi outro ponto positivo desta edição. Com lotação máxima em todos os dias, as palestras e oficina foram organizadas para atingir públicos distintos como estudantes, confeccionistas, compradores e outros profissionais da área, sendo ministradas por renomados empresários e educadores. “[Trabalhei com] um grupo forte, com muita experiência profissional, vontade e determinação,” elogia Celaine Refosco, diretora do Orbitato, que ministrou o workshop de Estampria Digital. Isso reforça que o Sul Fashion Week supre a necessidade de informação latente no mercado.
Os desfiles também contaram com uma surpreendente presença de público. Com locação no Museu de Arte de Santa Catarina, a intenção da equipe organizadora no início era fazer apresentações intimistas, com até 300 espectadores. No entanto, o crescente interesse das pessoas de presenciar um desfile onde a moda e arte se complementam fez a organização repensar a estrutura e abrir as portas para o público. Em três noites, mais de 1600 pessoas assistiram às propostas da passarela, variando entre autoridades, acadêmicos, profissionais da área, imprensa especializada e artistas.



