
Talvez eu não devesse falar de cerveja. Isso é um verdadeiro vespeiro no Brasil, mas eu não posso deixar passar esta oportunidade em branco. Porque no fundo, no fundo, apesar de começar com cerveja, este artigo é sobre paladar. Vocês verão a seguir…
Não sou exatamente uma referência em Cervejas. Sou mais conhecido por minhas escolhas e uma boa experiência no quesito vinhos. Mas, aqui e ali, tenho amigos que dedicam-se muito mais ou quase que exclusivamente às cervejas. Chegam até mesmo a fabricar as suas próprias! Uma verdadeira arte! Mesmo não sendo um profundo conhecedor, havia algo que já sabia há tempos.
As cervejas tradicionais e, por tradicionais, vamos falar das 4 grandes marcas de mercado, eram todas ruins. Claro, sempre há um ou outro amigo ou conhecido que é um grande defensor da que desce redondo ou da que é a número 1, mas, nunca, nenhum deles sobreviveu ao teste cego (no final do artigo eu ensino a fazer o teste cego). Todos confundiam suas preferidas com quaisquer outras e, com quaisquer outras, leia-se as piores e mais baratas cervejas das prateleiras, como reconhecidamente é, por exemplo, a Bavaria.
Comecei a entender um pouco mais de cervejas com estes amigos cervejeiros e, finalmente, compreendi aquele que seria o principal motivo de não gostar das cervejas ditas “tradicionais”. Nenhuma, pode, por definição ser chamada de cerveja. São no máximo, ACERVEJADOS, pois levam em sua fórmula, cereais não maltados (milho). Sim, o brasileiro há muito tempo é “engando” por definição com acervejados de milho, mas parece conviver bem com isso.

A Cerveja Brasileira chega ter até 45% de milho no lugar da cevada. O milho chega a ser 30% mais barato do que a cevada. O problema é que o rótulo não é mais claro, e a legislação permite. Via Central Grãos
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Que me perdoem aqueles que acham bonito tomar 12 ou mais latinhas de cerveja em uma refeição ou encontro, mas, nem água, nem refrigerante, nem vinho, nem cerveja, nada, pode ser apreciado em uma proporção de 3,5 litros por pessoa em 1 hora ou um pouco mais. Alguns vão dizer: “mas as cervejas “reais” eu não aguento beber muito. Na segunda ou terceira eu já paro”. PERFEITO! É isso mesmo!








