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Na era do “hipermarketing” e das micro segmentações de mercado, planners e estrategistas de marketing e comunicação concentram esforços em identificar e conquistar novos fronts de consumo. Os critérios de segmentação etária começam a ser mais bem estudados e redesenhados. O marketing geracional nos dá pistas de como entender melhor o consumidor de diferentes épocas e a analisar a evolução e as mudanças ocorridas nas atitudes e comportamentos dos grupos sociais e dos mercados.
Antes, o critério etário era um dado objetivo que ajudava muito a segmentar mercados. Parecia que havia uma conexão maior de interesses e demandas dentro de um público de uma mesma faixa etária. Hoje, com a “juvenilização” da cultura e dos estilos de consumo, isso já não é mais um critério objetivo. Várias marcas e categorias de produtos têm entre seus clientes preferenciais grupos das mais diferentes faixas etárias que se unem menos por fatores geracionais e muito mais por um gosto compartilhado. Além disso, a idade é uma categoria cada vez mais subjetiva e cognitiva.
Muitas pessoas avaliam sua idade não pelos anos vividos ou pelo registro dos documentos, mas seu estilo de vida e pela idade que buscam projetar socialmente. Muitos grupos pensam em se comportam como se fossem mais jovens. Essa categoria parece se estender hoje dos 12 aos 40 anos. A idade subjetiva ou projetiva é uma variável na segmentação que deve ser levada em questão na cultura contemporânea. Há uma espécie de convergência para um estilo de vida e consumo jovem. Marcas do público “tween” – 9 a 14 anos – se inspiram em conteúdos e aspirações do público teen e jovem, enquanto o público com idade superior aos 35 anos reluta em envelhecer e se identifica cada vez mais com marcas e produtos que lhe restabeleçam o espírito jovem, o frescor sensual, a vaidade, a aventura, a liberdade, a ousadia e o descompromisso.
É feio falar em meia idade, melhor chamá-los de público adulto, uma geração ageless cada vez mais preocupada com a beleza e a jovialidade, lazer e consumo, entretenimento e prazer. Não querem abrir mão de viver intensamente a vida, namorar, curtir e prolongar os anos rebeldes. Já perceberam o número de modelos e marcas de carro para este público com apelos de aventura e irreverência? O quanto homens e mulheres gastam com beleza e estética? A importância de um design com estilo e apelo cool?








