Segundo Pedro Henrique Faustino, no futuro os automóveis vão rodar no piloto automático e vai causar estranheza o fato de que hoje nós mesmos sentamos ao volante, os dirigimos e os estacionamos através de pedais e alavancas. Para ele este futuro não está muito distante, pois velocidade de desenvolvimento dos carros inteligentes e sistemas de controle e monitoramento de tráfego urbano podem ser comparados à rápida evolução que acompanhamos dos simples celulares para os atuais e poderosos smartphones.
Desde 2005, o Google patrocina o projeto Google Driverless Car que envolve o desenvolvimento de um carro com piloto automático. O carro é equipado com câmeras, radares e lasers utilizados para orientação, permitindo ao carro “enxergar” pedestres, motocicletas e outros carros na estrada.
Outro ponto a ser desenvolvido é a Internet dos Carros*, em que um sistema composto por tecnologias cooperativas onde os mais diversos elementos (carros, celulares, semáforos, placas, postes, etc) trocam informações entre si, direta ou indiretamente, para tornar o trânsito mais eficiente e seguro. As comunicações podem ser feitas por qualquer infraestrutura de comunicação disponível, como 3G, Wi-Fi, GPS, infravermelho, entre outros.
Entre os benefícios esperados com a implementação destas tecnologias, estão inclusos a redução dos congestionamentos, segurança para os usuários, logística mais eficiente, aumento da eficiência dos transportes públicos, melhora no tempo de resposta em casos de acidentes e perigos, entre tantos outros.
Para visualizar estas vantagens, você pode se imaginar saindo pela manhã com seu carro inteligente a caminho de seu trabalho. Ao informar seu destino, o carro apresentará as rotas possíveis e você decidirá por qual delas seguir. Após isso, você poderá ser atualizado com as últimas notícias, enquanto o carro segue sozinho pela rota definida.
Se houver alguma alteração nas condições das vias durante o percurso, o sistema poderá propor alternativas, como indicar o endereço de um estacionamento ao lado de um terminal de transporte público, com um ônibus capaz de levá-lo em melhores condições até seu trabalho. Também poderá mostrar onde fica a oficina mais próxima quando surgir algum problema, é uma evolução do GPS que já temos hoje. Confira mais detalhes no Webinsider.
Já o curioso Volkswagen Hover, é um protótipo da marca alemã que utiliza energia magnética para se movimentar a centímetros do chão. Michael Figueredo explica que o Hover é como uma grande roda de vidro, o protótipo, movido a energia magnética, flutua a centímetros do chão e parece muito mais do que apenas ficção científica. Veja vídeo e saiba mais aqui.

A” internet dos carros” * e o Volkswagen Hover utiliza energia magnética para se movimentar a centímetros do chão. Confira no Webinsider e no Motor Dream.
Jacídio Júnior em matéria da TechTudo comenta do sistema que realizaria troca de dados entre carros por meio de uma rede Wi-Fi fechada, fazendo com que o “automóvel” alerte o motorista, por meio de sinais sonoros e LEDs instalados no painel, sobre qualquer tipo de comportamento diferenciado de outro veículo na pista. Esse sistema não tira a autonomia de ação do condutor. A intenção é fazer com que a tomada de decisão seja mais rápida para que os acidentes possam ser evitados.
O comando dos veículos será também por voz e algumas ferramentas de segurança que hoje só estão disponíveis em modelos de luxo, como os sistemas que monitoram pontos cegos do carro, o estado físico geral do motorista, que realizam o controle eletrônico de estabilidade – que avisa sobre a saída do automóvel de sua trajetória -, advertência sobre colisão dianteira e faróis adaptáveis, serão pré-requisito em todos os veículos. Vale lembrar que não existe ainda um carro que possua todas essas ferramentas trabalhando em conjunto.






