No último domingo (28) os telespectadores se depararam com uma chuva de conteúdos sobre Karol Conká na Rede Globo. Além de participar do Faustão, a rapper eliminada com recorde de rejeição no BBB 21 também deu uma entrevista para o Fantástico.
Nas redes sociais, internautas criticaram a postura da Rede Globo de dar audiência para Karol Conká depois de sua trajetória conturbada no Big Brother Brasil. A ausência de lágrimas ao falar sobre arrependimento também levantou dúvidas na web.
Na entrevista, Karol explicou porque evita chorar em público e fez desabafos sobre sua infância. “Eu sou uma pessoa que cometeu erros, deslizes. A única coisa que eu tenho para dizer é pedir perdão para todo o Brasil. Não tive controle na hora e eu realmente não sou essa pessoa aqui fora” afirmou a ex sister.
Ver publicação no XKarol Conká no Fantástico: rapper fala sobre preconceito na infância
Karol revelou na entrevista que começou sua carreira no rap com o objetivo de fugir do preconceito que recebia na escola.
“Foi tipo uma gincana. Cada um entregava alguma coisa e eu falei “deixa que eu escrevo um som”. A partir desse dia os meninos pararam de me xingar. Aí não era só a “neguinha boba”. Eu era a Karol Conká, a menina que faz umas rimas, que entende de rap.”
“Eu sempre fui rejeitada. Não pela minha família, mas em colégio. Teve um momento marcante da professora falar: você não conseguiu resolver essa equação porque você é preta e nasceu para limpar privadas.” relembrou Karol.
A rapper também citou outro momento que foi marcante em sua juventude.
“Um menino no colégio falou: mergulhe numa piscina de água sanitária para falar comigo. Eu fiquei pensando “mas porquê?” e eu vi que era porque dissolvia a cor. Eu molhei o dedo e fiquei passando no braço pra ver se dava algum efeito.”
A rapper contou à repórter Ana Carolina Raimundi que quando era criança acreditava em papai noel e fazia pedidos inusitados.
“Quando eu era criança e acreditava em papai noel, eu pedia na carta para ser branca. Meu sonho era ser branca para não sofrer.”
Analisando sua postura dentro do jogo, Karol Conká disse que é triste ver que o oprimido acabou se tornando o opressor.


