
Estava eu procurando na TV, nos sites de notícias, na internet, nos jornais, temas atuais, temas que me conectasse com as pessoas. Esta tem sido minha busca, encontrar minha intenção na percepção do outro.
Como fazer isto? Como acessar o que faz sentido para o outro? O que realmente importa?
Decidi me empenhar profundamente em uma pesquisa de campo, classifiquei, emoldurei, fiz gráficos de frequência, tudo o que se aprende na escola de administração para analisar cenários.
Pasmem encontrei medos irreais, encontrei corpos nada orgânicos, encontrei culto a dor, encontrei uma economia dirigida, encontrei condicionamento para o negativo e o irreal.
As notícias me deixavam tensa, falavam do outro mas eu projetava em mim mesma e sentia claramente um bloqueio nascendo dentro de mim.
Eu que estava buscando entender a conexão, estava me desconectando!
Percebi esse mau estar e levantei da cadeira. Fui andar, procurar entender o que estava acontecendo, respirar… Mas não podia demorar muito tinha um texto para produzir e o tempo já estava escasso!
Preocupada, como iria me conectar?
Entrei no elevador e lá estava Helena uma garotinha de seus 7 anos chorando e eu perguntei, me agachando, para ficar do seu tamanho:
– O que aconteceu? Por que você esta chorando?
Seu choro era sentido, muito intenso e verdadeiro.

